segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Estive no Sítio do Lobato

Hoje eu estive no Sítio do Pica-pau Amarelo e encontrei Dona Benta escolhendo um livro em sua biblioteca para ler aos seus netos na noite de hoje. Estava feliz, porém, um pouco ansiosa, pois iria ler uma obra de Monteiro Lobato. Um cheiro gostoso de bolinho vinha da cozinha; era a Tia Anastácia fazendo seus quititudes enquanto cantava lindas músicas. Pedi licença a Dona Benta e fui dar uma volta no Sítio. O Burro-Falante me cumprimentou, mas estava com muita pressa, pois Visconde lhe chamara para conversar e trocar idéias a respeito de um experimento novo. Sorri e fui conversar com o Rabicó, que estava comendo, pra variar...

Estávamos numa prosa boa, quando o Jabuti chegou cansado e nervoso, perguntando pela Emília. Queria entregar uma carta do Príncipe do Reino das Águas Claras. E era urgente! Haveria uma festa amanhã lá e as aranhas-costureiras queriam tirar a medida da Emília. Foi lá... devagar e reclamando...

O Saci me deu uma rasteira e saiu rindo; eu levantei e ri também. Afinal, levar rasteira do Saci- Pererê não era pra qualquer um... Ouvi a Cuca rindo alto e percebi que tinha me afastado um pouco do Sítio. Voltei e vi a turminha chegando. Emília, Pedrinho e Narizinho. Abraçam-me e disseram que estavam chegando da Lua, foram trocar uma idéia com o São Jorge e ver, mais uma vez, o nosso planeta Terra... Emília toda elétrica disse que eu estava lá em um ótimo dia, pois iria ter os bolinhos da Tia Anastácia e Dona Benta iria contar uma história do padrinho deles: Monteiro Lobato.

À noite, todos estavam reunidos na sala e Dona Benta sentada em sua cadeira de balanço. A leitura ainda não havia começado, pois o Visconde não tinha chegado. Ele perdera a sua cartola. Pedrinho logo achou. Estava com o Saci e para castigá-lo, deixou-o preso em uma garrafa.

Quando Dona Benta iniciou a leitura, Tia Anastácia chegou com os bolinhos e a porta se abriu. Uma surpresa! Era Monteiro Lobato. Que honra conhecê-lo. Emília quem o convidou e manteve segredo. Com o seu pirlimpim fez surgir um bolo e cantamos parabéns ao mestre Lobato e, claro, a famosa música de Gilberto Gil: “Sítio do Picapau Amarelo, Sítio do Picapau Amarelo...”. Já com um pedaço de bolo na mão, aproximei do Sr. Lobato e o agradeci.

- Obrigado, por ter feito a minha infância ser mais lúdica e feliz e me tornar um adulto sonhador.

Ele sorriu e olhava orgulhosamente para os seus filhos, os seus personagens.

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