segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A primeira transa de um jovem

Irieldo completara 15 anos. Logo de manhã, ganhou de sua mãe um par de sapatos e uma blusa nova. Como era domingo, a mãe queria ver o seu filho bonito na missa das 19 horas. E seria a celebração que antecederia o natal. Daqui alguns dias, comemorariam a vinda de 1960.

O pai de Irieldo lhe viu experimentado a roupa. Como seu filho crescera. Nem parecia ter 15 anos. Entrou no quarto e com um olhar observador, percebeu uma revista de mulheres nuas debaixo do travesseiro do rapaz. Este sorriu, seu menino já era um homem!

Como presente aos 15 anos do garoto, Irieldo recebeu uma quantia em dinheiro do pai. E passou todas as informações possíveis. Era uma casa que ficava na entrada da cidade e ele podia escolher a mulher que quisesse. Indicou uma morena. Irieldo constrangido recebeu o dinheiro do pai e guardou. Deitado em sua cama, pensava na bela Juliana. Linda morena de 18 anos, um corpo monumental, porém tinha cara de menina. Usava sempre um vestido de chita e laços na cabeça. Declarou-se a ela e esta o desdenhou.

Na última noite de lua cheia fez até serenata. O pai da Juliana se rebelou e jogou o pinico cheio de xixi no pobre menino. Juliana só ria.Juliana queria um rapaz da capital.

Todo arrumado com a roupa nova, Irieldo disse à mãe que iria a igreja. Não foi. Pegou um atalho e foi em direção a casa mais movimentada daquela redondeza. Apreensivo, foi recebido por uma mulher mais velha que o incentivou a entrar. Sentou-se em uma mesa velha e não pediu nada para beber. Estava nervoso. A pouca luz e o cheiro forte de cigarro o incomodava. Em sua mente, Irieldo só pensava na bela Juliana. Como a queria como namorada. Como queria beijá-la, amar... Mas tinha que tirá-la da cabeça. Olhou para uma morena sentada no velho balcão e a chamou.

Foram para o quarto imundo. Uma barata passeava no chão e um velho colchão era o que tinha naquele quarto. A mulher com um sorriso no rosto tirou a roupa e deitou. Irieldo fez o mesmo. Afoito, tentava acertar a melhor maneira de fazer amor com aquela mulher. Esta, com calma, o ensinava. Mas, na cabeça de Irieldo, quem estava ali era a Juliana. Agora sim, sentia o grande prazer da vida dele. Não parecia a sua primeira vez, via na mulher a sua linda menina.

O dinheiro foi gasto naquela noite e Irieldo saiu satisfeito. Era um homem. Tinha transado. A mulher exausta na cama, só com um sorriso nos lábios. Ele prometeu voltar. E ela ansiosa esperava pela volta daquele garoto.

Passaram os dias e nunca mais Irieldo voltou aquela casa. E a mulher sentia saudades e desejos pelo menino. Até que em uma bela noite, ela foi acordada com uma serenata. Era Irieldo cantando belos versos. Jogou uma rosa para a mulher e esta sorriu. O chamou para entrar. Naquela noite seria de graça. Irieldo, então, aceitou. Mas, por uma condição, que ela vestisse de chita e colocasse laço nos cabelos. Queria ter nos seus braços a bela Juliana.

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