sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Este ano quero Paz no coração...

Paz! É o que desejo a todos para 2011! O resto? Hum... o resto é consequência da sua Paz com você e com o mundo!

FELIZ 20!! (Com muitas exclamações!)

Onde está o dinheiro? Último Capítulo

Tereza Castanhas despediu de Mário. Ele abriu a porta do escritório e perguntou a ela:
- Você vai levar a sua filha ao aeroporto?
- Não. Ela vai de Táxi.
- Pois meu faro de detetive não me engana... Nós vamos até lá. No caminho eu te explico.
                                  ***
Linda pediu à empregada que pegasse a mala e, mais uma vez, respondeu ao noivo que precisava sair um pouco daquela mansão. Precisava viver o seu luto. Silas não acreditava. Pediu que a levasse, ela já tinha pedido um táxi. O mordomo Tonho gritou pela menina. O táxi havia chegado.
Ela se foi e deu um beijo no rosto do noivo. Menezes, atrás do Silas, deu um tchau com a mão e disse:
- Sentirei falta dela.
- Você ainda aí... o Pangaré?
Menezes não pensou duas vezes e deu um murro no Silas e este caiu no chão. A arma voou longe e Menezes a pegou. Apontando para o Silas, perguntou:
- Onde está o santo oco? Eu sei que você está com ele.
                                                         ***
Quando Lucas chegou ao aeroporto, ele viu Linda esperando por ele em uma loja de livro. Estava com uma única mala.
- Meu amor, cadê a sua mãe?
- Eu menti.
- Como?
- Inventei aquela história para você ter coragem de fugir comigo.
- O que?!
- Eu sei que era isso que você queria...
Linda fica tonta e repara a sua mãe em frente à loja. Ela e o Detetive Mário.
- Mãe?
- Filha como pôde nos roubar? E ainda tem um cúmplice!
Mário sorri. No dia do velório, ele tinha visto a menina com aquele rapaz no portão da mansão.
- Tereza, quando você disse que a sua filha ia viajar, logo eu pensei que ela poderia estar indo com o namoradinho. O romance proibido.

Linda olhou para mãe.
E Mário continuava.
- Assim que eles se despediram e Linda entrou de novo para a mansão, vi o mordomo Tonho atravessando o jardim com um embrulho e entregando para o Lucas...

                                         ***
Menezes seguiu Silas até o seu apartamento de alto luxo. Aproximou-se do seu cofre no escritório e o abriu, tirando a caixa do cofre.
- Abra, Menezes.
Menezes olhou desconfiado para o Silas e abriu a caixa.
-  Hum... Calcinhas... Você é traveco! Bem que eu desconfiava...
- Não idiota... É a minha coleção de calcinhas. Faço coleções ta... É a última moda em Milão... Você estragou tudo seu... seu....
- Fica triste não, são lindas...Olha essa rosinha aqui...

                                            ***
Mário apontou a arma para o Lucas e pediu que abrisse a mala.
Lucas suava frio. Abriu a mala e lá tinha um embrulho.
- Tereza, pegue este embrulho. Ele é seu.
Tereza Castanhas pegou o embrulho e abriu. Era o São José de prata oco. Dentro dele todas as informações da conta onde estava toda a fortuna da família. Lucas começa a ri e dar gargalhadas, enquanto explicava:
- O estúpido do seu marido, Tereza, morreu na hora errada. O filho da mãe acreditava que eu era o seu filho bastardo. Ia dar um belo golpe. Ele teve um caso com a minha mãe e achou que eu era o seu filho. Disse que éramos parecidos. Mas nunca fui filho desse estúpido. – Olhou para Linda, chorando - Maldita hora que me apaixonei pela minha falsa irmãzinha. Queria ela do meu lado... Já o meu “paipaizinho” queria investir em mim e fugir do Brasil. Eu seria o seu único herdeiro. Mas tive pena e tesão por Linda... Queria tê-la. O velho deu-me esse papel com o número da conta, que ele tinha acabado de abrir no exterior, para começar a ajeitar as coisas no exterior. Ele queria sumir da família com toda a fortuna. Mas o velho descobriu tudo antes de morrer e me pediu o papel de volta. Disse que escondera em um local apropriado e se ele abrisse o bico, eu contaria a Tereza que ele teve um amante. E mais... se me mandasse me seguir ou me matar, ele não veria o número da conta nunca mais.
Tereza continuou:
- Meu marido não confiava em mim, deve ter anotado a nova conta nesse papel e para não deixar rastros, deve ter feito uma única cópia.  Foi ai que ele notou a falta do santo e lembrou que ele era oco... Dois mais dois são quatro! Burro ele não era  e me perguntou onde estava, como eu não dei importância, ele disse que guardou a senha da conta no santo. Para não dizer que foi esse ladrãozinho.  Fiquei nervosa e procuramos por toda a parte. Ai ele teve um enfarto e morreu.
Lucas riu.
- Eu havia escondido o santo na sua casa, retardada. Aproveitei o velório para pegá-lo, já que ninguém ia notar meus passos com o defunto fresco na sala.
- Por que num santo? – perguntou Mário
- Eu tinha que sumir com esse papel valioso, mas não podia destruí-lo. Era muito arriscado deixar esse papel a solta e em qualquer lugar. Maldito dia que estava com aquela bermuda sem bolso... Eu não podia andar com ele em qualquer lugar e resolvi esconder dentro desse pequeno santo oco e levar para casa, até conseguir sair daqui com a Linda.  No dia do velório, fiz o mordomo me dar cobertura, ia ter a sua grana.
Linda olhava incrédula para o homem  por quem ela estava apaixonado. Não acreditava no que ouvia.
Lucas continuou:
- Aposto que foi o dedo-duro do mordomo que contou tudo para você, Mário...
- Não precisou Lucas. Não precisou.
Um carro de polícia chegou e Mário acenou com a mão. Estavam na livraria.
Linda aproximou-se da mãe.
- Meu vôo é daqui há pouco. Eu vou mãe... Agora mais do que nunca preciso dessa viagem.
Antes de ir para a sala de embarque, aproximou-se do Lucas (que já estava algemado) e deu um tapa no rosto do rapaz.
- Eu acreditei em você... Mas saiba que eu não perdi nada. Só adquiri experiência para não cair em outra história como essa... Agora você... Não se levanta nunca mais... Nunca mais.
                                     ***
Mário entrou em seu escritório e viu Menezes o esperando, enquanto tentava matar outra barata.
- Menezes, olha o nosso dindim neste cheque...
Menezes levanta de imediato e tropeça na cadeira e cai. Levanta-se e pega o cheque.
- Salvou as nossas vidas...
- Menezes, vamos depositar logo no banco, antes que ele vá parar em um santo oco.
- Ou numa caixa com calcinhas...
- Como?
- Mário, no caminho eu te explico...

                                                F I M

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Caminhar contra o vento

Para você, meu querido leitor, os dois primeiros capítulos do meu livro infanto-juvenil "Caminhar contra o vento". Espero que goste!

Caminhar contra o vento

André tentou adiar a sua ida ao banco, mas não conseguiu. Assim que o relógio bateu 10 horas, lá estava ele saindo de sua casa, na Rua Jornalista Alexandre Lana Lins, para ir ao banco, que ficava a quinze minutos dali. Distraído, percebeu que já estava na fila, aliás, uma enorme fila e havia se esquecido de levar um livro ou uma revista para ler durante a espera. Mas passou o tempo observando as pessoas... Boys, idosos, donas de casa, executivos, jovens... Jovens? Que linda morena é aquela que está a “três pessoas” na sua frente? Poxa, linda mesmo. André não conseguia tirar os olhos dela e ela começou a perceber. Viu que a moreninha tinha nas mãos um carnê e parecia que era da faculdade. Devia ter uns 19 anos e era, realmente, linda. Os minutos foram passando e a moreninha chegando ao caixa. O que seria ruim, pois logo, logo ela iria embora e, ao mesmo tempo, muito bom, pois estava chegando a vez de André e ele sairia daquele martírio. “Estranho...”, percebeu André, “este banco não tem a porta giratória...”
- Mãos ao alto! Isto é um assalto! Ou melhor, todos no chão, senão levam bala.
Era um assalto e todos estavam apavorados, no chão. Tudo passava muito rápido e a sensação era de que nada daquilo estava acontecendo. Os cincos assaltantes renderam os guardas e os caixas e pegaram todo o dinheiro, isto em poucos minutos. André ficou debaixo de um assaltante e notou que a calça do sujeito estava furada. Desviou o olhar e percebeu que ao seu lado estava à moreninha, rezando baixinho. O rapaz não pensou duas vezes e pegou na mão da moça. Ela aceitou. Também, fazer charminho àquela hora...
Quando os assaltantes foram embora, os clientes do banco estavam desnorteados. Passavam mal e agradeciam por estarem vivos. André ajudou a moreninha a se levantar.
- Tudo bem?
- Sim...
Um silêncio. André se apresentou.
- André, prazer!
- Regina...
André sorriu e perguntou à moça se o acompanharia numa lanchonete ali perto. Ela aceitou. Tomando refrigerante e recuperando-se do susto, Regina reparou que André estava com as mãos trêmulas.
- Como está difícil com essa violência...
- Pois é. Não temos mais paz. Você está melhor?
- Sim e você?
- Um pouco assustado, disse André.
Regina sorriu e André também. Que maneira mais estranha de convidar alguém para tomar um refrigerante.
- Que curso você faz? – perguntou o jovem
- Meu Deus! Tenho que pagar a faculdade! – Regina se lembrou.
- Eu também...
- Faço Letras, e você?
- Jornalismo... - disse o jovem.
- Quero fazer! Vou terminar Letras e partir pro jornalismo... Gosta?
- Sim.
- Que sim devagar...
- Tem seus altos e baixos, mas é um curso muito bom.
- Letras também... Mas o meu sonho é seguir o jornalismo!
- Vamos ser colegas...
- Você mora aqui perto?
- Rua Jornalista Alexandre Lana Lins, e você?
- Na rua acima... Minha vó mora na sua rua. Uma rua bonita, né? Só tem casa, bem arborizada...
- Eu gosto muito, Regina. Nasci lá... É onde moro há 25 anos.
- Parece que você tem mais. Daria uns 28 pra você...
- Legal... – André sorriu amarelo e Regina percebeu a gafe.
-Desculpe, mas é verdade. Não fique triste, você está bem... - e riu novamente.
André notou o sorriso lindo da Regina. Cabelos pretos compridos, ondulados, uma boca carnuda, altura mediana, olhos pretos como jabuticaba e um corpo lindo.
- Bom, tenho que ir. Vou pagar essa conta depois, hoje eu não entro mais naquele banco.
- É... Vou pagar a minha depois também. Quer anotar o meu celular, ou seu namorado vai se importar?
- Não, ele não se importa não...
Que balde de água fria. Ela tem namorado.
- E você, tem namorada?
- Paqueras...
“André, que ridículo, mentindo...”, pensou ao dar a resposta.
- Bom, anota aí...
André pegou o celular e anotou o número. Sem que ela percebesse, colocou na sua agenda “Rê, a morena”.
***
Na Rua Jornalista Alexandre Lana Lins tem uma casa com um enorme pé de romã. Fica depois da famosa sorveteria, onde é o encontro das famílias e dos jovens daquela região. O pé de romã cobre a janela do quarto de Augusto, amigo do André e apaixonado pela sua namorada virtual: a Anjinha. Lá estava ele, conversando com ela pelo Messenger. Teclavam há mais de um mês.
- Ei, que dia vc vai me mostrar a sua foto?
- Vc disse que aparência física não interessa.
- Disse, mas a curiosidade é maior. Vc está vendo a minha foto.
- Pq vc quis mostrar.
- Tá certa... E que dia nós vamos nos encontrar?
- Hj vc tá me cobrando, hein mocinho?
- Estou doido pra te conhecer...
André joga uma semente de romã pela janela do quarto do Augusto e acerta o seu rosto.
- Augusto!
- Tá doido, André... qua...quase que acerrrrta o meu computa....dor. - Augusto é gago.
André aparece na janela entre as folhas do pé de romã.
- Que tá arrumando?
- To con-conversando com a Anjinha...
- Rapaz, estava no banco agora...
- Vou só me despe-pepedir da Anjinha...
- O banco foi assaltado.
Augusto levou um susto.
- Ma-machucou-se?
- Não... Mas conheci uma linda moreninha que machucou o meu coração.
Augusto fez uma careta e colocou a mão na testa... DÃN!!!
- Vou nessa. Você vai à sorveteria mais tarde?
- De-devo. Aqui... pensou na nossa ban-banda?
- É isso que quero acertar com você e com o resto do pessoal.
***
Victor estava ouvindo Jota Quest no seu quarto, com um fone de ouvido, um microfone dublando a música e tirando alguns sons do seu violão. “Quero um amor só meu...” Em um momento, parou a dublagem, abriu a gaveta de sua escrivaninha e viu a foto de uma mulher. Ao lado dela, o seu amigo Humberto, o galã da turma. Como era engraçado ver a turma chamando o Humberto de “Thiago Lacerda” da rua, mauricinho do bairro e outros adjetivos. Mas Humberto era um grande amigo, com pais separados e um carinho enorme destinado à sua mãe, Tereza. Victor se sentou na cama, pegou a foto e observou os dois. Suspirou fundo e beijou a foto. Completaria 19 anos no próximo mês e faria uma super festa, mas a turma queria a presença só dos amigos. Nada de pais. Mas o Victor queria...
Queria a presença de Tereza. Fazia questão de dançar com ela e vê-la a todo o momento. A diferença de 20 anos não assustava o rapaz: o que Victor realmente queria era beijar os lábios de Tereza. O som alto do seu quarto não deixou que ele ouvisse Humberto entrando.
- Que isso, Victor?
Victor se assustou e, rapidamente, jogou a foto embaixo da cama.
- Beijando foto?
Humberto se agachou para procurar a foto.
- Agora eu quero ver quem você estava beijando. – Ele riu. – A turma vai adorar esta história.
- Humberto... pô, você não vai invadir minha privacidade.
Humberto morria de rir.
- Você vai me desculpar, amigo, mas essa eu vou ter que saber...

CAPÍTULO 02
Humberto passeou com a mão sob a cama e pegou algo estranho e vivo. Tirou a mão rapidamente e viu uma barata na sua palma. Sacudiu a mão e, com uma cara de nojo, foi ao banheiro lavá-la. Victor tirou a foto de debaixo da cama, e guardou-a na sua escrivaninha. Depois foi atrás do amigo furioso.
- Humberto, por essa eu não esperava... Você ia invadir a minha privacidade!
- Colé! Somos amigos há mais de dez anos... Que nojo! Você não limpa esse quarto não?
- Não enche... O que você quer? Entra no meu quarto sem bater...
Humberto ri.
- Você tá fresco hein? Vim te chamar pra irmos à sorveteria hoje à noite. O André vai falar da banda que quer montar.
Victor se entusiasma.
- A minha música vai estourar...
- A letra pode ser sua, mas a melodia é minha!
Os dois riram. Era um projeto muito legal. Uma banda com músicas do estilo pop rock. André no vocal, Humberto na guitarra, Augusto na bateria e... E no teclado?
- Pensamos na Joana...
- Joana?
- O que tem? Ela é tímida sim, tem aqueles aparelhos, usa uma roupa do tempo do “Menudo”, é toda atrapalhada, mas... Mas sabe tocar teclado muito bem.
Victor coçou a cabeça.
- E o Augusto sabe disso?
- Por quê? Ele ainda tá brigado com ela?
- Os dois não se falam pra nada, vivem brigando um com outro...
Humberto riu. Isso acabaria em casamento. Ele olhou pra escrivaninha e ameaçou abrir uma das gavetas. Victor pulou na frente e barrou o amigo.
- Victor, eu ainda vou descobrir quem é essa moça da foto... Pô, beijando foto? Vai beijar uma mulher de verdade!
Quando a noite chegou, os quatro amigos estavam sentados em uma mesa da sorveteria. Lá também vendia hambúrgueres, refrigerantes e outras guloseimas. André montou toda a estrutura da banda no papel e foi detalhando para os amigos. A primeira coisa a fazer era conseguir patrocínio para a gravação de um CD demo e eles esperavam conseguir isso na festa de aniversário do Victor. Reuniriam os amigos, fariam uma festa junina e pediriam a colaboração de todos.
- Por isso que eu acho que deveríamos convidar os pais. – ponderou Victor.
- E como vou agarrar a Patrícia? –perguntou Humberto.
- E como vou beijar a Luiza? – questionou André.
- Co-como vou bei... beijar a Suza-zaninha? Ah, vocês sabem quem é...
Victor tentou convencer os amigos.
- Eu libero o meu quarto... Vocês dizem que vão mostrar a minha coleção de... alguma coisa.
- Sei... Vou mostrar a foto que você estava beijando.
- Que foto, Humberto?
Humberto pegou um guardanapo e começou a beijá-lo, imitando o amigo.
- Ah, André... Eu peguei o Victor beijando uma foto... Todo apaixonado!
Augusto gargalhou forte, deixando o amigo sem graça.
- Querem saber? A festa é minha e vou convidar todos os pais, sim!
Humberto tomou um gole de refrigerante.
- Você ta afim de alguma coroa, cara?
O coração do Victor disparou: “Será que a manota tinha sido tão grande assim”? Agora ele estava na defensiva. “Que coroa, o quê...” É que ele queria fazer uma festa que reunisse todas as famílias, uma confraternização em pleno mês de junho. Uma super quadrilha! E com mais pessoas, mais grana nas barraquinhas...
- O Victor tá certo... – Disse André – os nossos pais precisam conhecer o nosso projeto e nada melhor do que uma festa.
- Comeu titica?
- Humberto, pensa melhor... Precisamos da grana, cara.
- Oi, gente...
- Joana...
Augusto levou um susto. Quem tinha chamado aquela garota chata para a reunião? Todos cumprimentaram a menina e Augusto se fingiu de surdo-mudo. Ela se sentou ao lado do André e este apresentou o projeto para a amiga.
- É isso. Se você topar, o teclado é seu.
- Topo! Vai ser muito legal participar de uma banda... Poderemos tocar em asilos e creches.
Augusto criticou a idéia.
- Bo-boa... até arrrrrepiei...
Joana não deu ouvidos e perguntou:
- E como a banda vai se chamar?
- Os tra-trapalhões e a no-noviça – sugeriu Augusto, em tom de ironia.
Os três olharam para o rapaz e ele se levantou, pedindo um hambúrguer para levar pra casa. Joana sorriu e esperou a resposta dos meninos quanto à questão do nome da banda.
- Não pensamos nisso ainda...
- Vamos pensar... Mas tem que ser algo bem original.
Joana ficou pensativa e, olhando para o Augusto, enquanto este pagava o lanche, sugeriu:
- Que tal uma homenagem àqueles desenhos animados antigos, dos anos 60 e 70, que ainda são muito famosos?
Humberto ficou curioso.
- Qual desenho?
- Podemos utilizar um personagem...
- Que personagem, Joana?
Joana disse em um bom tom de voz:
- O Gaguinho... Vocês se lembram do Gaguinho? Gaguinho, a Banda.
Augusto não acreditou no que ouviu e deixou o sanduíche cair no chão. Isso foi um bom motivo para a gargalhada geral da turma. Porém, Joana mudou sua expressão para séria e pensativa. O seu olhar estava fixo em uma janela no segundo andar de uma das casas da rua. Os meninos olharam para a mesma direção: era o quarto do misterioso Reginaldo. Um jovem que havia se mudado há dez anos para a rua e nunca saíra daquele quarto. Talvez fosse um pouco de exagero, mas o garoto só ia à escola e, mesmo assim, de carro, com um motorista particular. Era o riquinho daquela rua. Pelo menos, tinha um padrão de vida melhor do que o dos vizinhos. Já circulava uma lenda de que ele era avesso ao sol, à lua e até ao sereno. Devia ter algum problema de saúde. As crianças o chamavam de lobisomem, vampiro etc. Mas Joana ficava instigada com tanto mistério. O que, afinal, Reginaldo tinha? Que mistério ele guardava? A cortina do quarto se mexeu e a turma ficou apreensiva. Será que ele ia aparecer?
- Você já viu o rosto dele? – perguntou André.
- Nunca, e vocês? – respondeu Joana.
Todos balançaram a cabeça, negativamente. Atrás da cortina, percebia-se a sombra de um rosto e o vento, naquele momento, fazia um barulho intenso. Os galhos das árvores balançavam fortemente.
- Muito estranho...



***
No outro dia, André se levantou cedo para a entrevista de um estágio na redação de um jornal. Seria o seu quarto estágio desde que ingressou na faculdade. Porém, esse seria diferente, já que o estágio era num dos maiores jornais da cidade. Se ele conseguisse fazer carreira lá, perpetuaria seu nome no jornalismo nacional. Pensava no dinheiro que iria ajudar nos custos mensais e... Ouviu-se uma freada de carro e André estava no chão. Foi uma pequena encostada, mas o suficiente para jogar o rapaz no chão e machucar sua mão. O motorista saiu correndo, desesperado para acudir André. Ajoelhou-se e perguntou em um tom aflito:
- Você está bem?
André leva outro susto. Não era um motorista, era uma motorista.
- Regina?!
Sim, era a Regina!
- André?!
Sim, era o André!

***

Gostou? O livro "Caminhar contra o vento" está à venda no endereço: http://www.clubedeautores.com.br/book/13809--Caminhar_Contra_o_Vento

Nova novela das Nove

E a Rede Globo quebra uma tradição... Não existe mais a "novela das oito", há muito tempo não existia, agora oficialmente. A novela "Insensato Coração" está sendo anunciada como "novela das nove". Enfim, a programação da Globo está mudando sutilmente, devido aos novos hábitos dos telespectadores. O trânsito nas grandes cidades, o horário de verão, internet e TV Cabo ajudaram nesta mudança.

Onde está o dinheiro? Cap.03

Capítulo 03

Mário manda uma mensagem para o celular de Menezes e este estava no seu bolso.
- Como está frio, coitadinho... – dizia Tereza para Menezes, no velório.
Tereza Castanhas chorava e falava baixinho no ouvido do Menezes.
- Merecia estar quente, ardendo na boca do inferno. Pensando bem, ele sempre foi frio na cama.
- Tereza Castanhas, não diga isso... Vá que o homem se revolta e volte.
O celular do Menezes vibra, era a mensagem chegando.
- Jesus!!! Ele deu um sinal... Sinal de vida.
Tereza o interrompeu.
- É seu celular.
Menezes se recompõe e pede licença. Lê a mensagem: “Jacaré no seco anda?”. Ele responde: “No seu, no seu”.
Ele sabia que o seu companheiro estava no velho fusca o esperando. Finalmente, Menezes chega e Mário dá um sorriso.
- Menezes, já sei onde está o pulo do gato?
- Então vamos resolver logo, antes que ele suba no telhado com o defunto.
- Nós vamos abrir duas frentes de trabalho...
- Entendi...
***
Linda encontrou Lucas em um bar no centro da cidade. Lá estava ele, tomando um refrigerante. Ela estava voltando do enterro do pai e estava inconsolável. Aproximou-se do namorado e o abraçou.
- O que você tem Lucas?
Lucas estava chorando.
- Minha mãe está com aquele tipo raro de câncer, mesmo. – chorava.
Linda não esperava por essa. Sentiu o coração bater mais forte... Mais essa.
- Então vamos fazer o que eu já tinha planejado. Nós vamos levá-la para os Estados Unidos. – disse, decidida, Linda.
- Linda, você acabou de perder o seu pai...
- Eu gosto muito da sua mãe. Não vamos perdê-la. Olha, eu vou com você. Invento mil mentiras lá em casa. Mas não vamos deixar a sua mãe morrer aqui no Brasil. – disse Linda.
Lucas abraça a namorada.
***
Menezes estava no seu velho fusca seguindo o carro de Silas. O coitadinho do fusca corria atrás da Mercedes soltando fumaça nas avenidas, ruas e becos. Mas não podia perder o Silas de vista. Esse caso tinha que ser solucionado e assim ele e Mário podiam colocar a mão no alto pagamento. Mas Silas percebeu o velho fusca soltando tiros de fogo no escapamento e resolveu levá-lo até uma favela. Assim que Menezes percebeu que estava em uma rua sem saída, tentou fazer a volta. Mas era tarde demais. Silas o aguardava com uma arma na mão.
***
Tereza Castanhas procurou Mário no velho escritório e ele estava esperando o telefonema de Menezes que não vinha. Mário recebeu Tereza e esta estava mais inconsolável. Agora, por outro motivo... A sua filha Linda estava partindo para os Estados Unidos passar um tempo com a amiga e esquecer a morte de seu pai. Tudo mentira. Estava tentando ajudar a mãe de Lucas.
- Tereza, e que dia a sua filha vai?
- Amanhã. Achei que ela ficaria aqui me ajudando com o testamento e, claro, achar a herança... Meu Deus! Minha vida virou de perna pro ar.
Mário tentava consolar.
- Tereza Castanhas, às vezes a vida muda, da uma reviravolta para melhor. Depois da tempestade vem à bonança. Nunca se esqueça disso.
***
Enquanto Linda arrumava as malas, ela se lembrava dos últimos meses que viveu com Lucas. Nunca esteve tão apaixonada. Era sim um verdadeiro amor. O que sentia pelo Silas era somente uma simpatia, na verdade um agrado para a família. Principalmente para o pai. Mas estava decidida a fazer de tudo para salvar sua sogra. Devia isso ao Lucas, já que ele estava lhe proporcionando o que há de maior nesta vida. O amor.
Mas a família não poderia saber do seu caso com aquele garoto. Principalmente agora que a vida de toda a família estava um tumulto. Assim que colocou a última peça de roupa na mala, ela ouviu Silas lhe gritando. Ela desceu as escadas e viu o noivo com o Menezes.
- Linda, peguei esse pangaré me seguindo.
- Menezes?
Menezes deu um sorrisinho sem graça.
- Este é o detetive que minha mãe contratou. – disse Linda.
- Sim... Eu falei... Mas ele não acredita. – gritava Menezes.
- E por que diabos você estava me seguindo?
- Não estava... Só estava no mesmo caminho que você ia...
- Mentira!
Menezes retrucou.
- Olha cuidado... Andar armado é muito perigoso.
Linda assustou.
- Você anda armado?
Silas sem graça responde que sim. Segurança pessoal.
- Silas, deixa o Menezes ir... Ele já se explicou.
Silas soltou Menezes e foi em direção à moça.
- E agora você é quem vai me explicar... Por que esta viagem repentina?

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Onde Está o Dinheiro? Cap.02

Capítulo 02

Mário e Menezes fecharam acordo com Tereza Castanhas. Iriam achar o Santo oco de prata. E iria, finalmente, devolver toda a fortuna da família para a linda senhora. Aliás, tão linda que Mário não conseguiu tirar os olhos dela. No outro dia, Menezes ria com o desenho da Pantera Cor-de-Rosa, enquanto comia um saco de pipoca. A TV estava alta demais e incomodava o amigo.
- Desliga essa TV. – gritou Mário
- Mário, vem ver... A Pantera Cor-de-Rosa na lavanderia... Muito engraçado.
- Deixa de ser criança... E além do mais eu já visse esse desenho. Vamos para a mansão, o dever nos chama...
- Ah...
- Vamos que eu te conto o desenho todo, Menezes.
***
Para o primeiro dia de investigação, eles foram à mansão dos Castanhas, onde estava ocorrendo o velório do marido, Paulo Castanhas.
Tereza Castanhas antes de entrar na imensa sala da mansão, dizia aos detetives que o marido era um brocha e um estúpido. Quando se aproximou dos amigos e do caixão, jogou-se em cima do defunto.
- Quero ir com ele!!! Meu grande e eterno amor!!!
Uma moça chorava ao lado do caixão. Era Linda Castanhas, a única filha do casal, tinha seus vinte anos. E amava o pai. Como amava... Era uma perda irreparável para ela. Sentiu-se mal e saiu um pouco daquela sala, resolveu dar uma volta no jardim. Sentou-se em um banco e apreciava o canto dos pássaros. Seu celular recebe uma mensagem. “ Amor, estou aqui no portão. Preciso te ver”. Linda sorriu e correu até o portão. Do outro lado, um rapaz em cima de uma moto a esperava.
- Lucas!
- Meu amor, precisava tanto te ver neste dia... Como eu queria preencher a sua dor.
- Lucas, ninguém da minha família pode lhe ver aqui. O meu noivo também está aqui. Vá embora.
- Linda, já disse... Tenho umas economias... Vamos fugir.
- Agora eu não posso. Não posso deixar minha mãe sozinha. E tem outra coisa: papai sumiu com a nossa fortuna.
- Mas você disse que não importava com a fortuna...
- Não importo, Lucas. Mas minha mãe sim... Não posso deixá-la sozinha.
Os dois se beijaram.
- Agora vai Lucas. Senão eles podem nos descobrir...
-Você ainda não terminou com o Silas... Quando vai por um ponto final nisso?
- Deixa esse clima passar... Pelo amor de Deus, Lucas. Perdi o meu pai que tanto amava!
- Desculpa...
***
Mário resolve sair da sala e verificar o cenário do crime. Uma mansão linda, moderna, que colocava no chão as mansões de novelas e filmes que já viu. Repara o belo jardim e escuta uma conversa de longe. Resolve se aproximar. Esconde atrás de uma estátua de anjo e vê Silas ( o noivo de Linda), que já havia conhecido, com o mordomo Tonho.
- Guarde esta caixa com cuidado, Tonho.
Silas entrega à caixa ao mordomo.
- Naquele lugar, senhor? – pergunta o mordomo
- Sim. No meu apartamento, no cofre... Eu não posso sair daqui agora.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Onde Está O Dinheiro? Cap.01

Capítulo 01

Mário tirou o sapato de seu pé e atirou sobre uma barata que caminhava no chão do velho escritório. Um ventilador barulhento e sujo fazia o trabalho de não ventilar e a bagunça na mesa demonstrava total falta de organização. A porta abriu e Menezes entrou com um jornal na mão.
- Mário, precisam de detetives!
- Primeirinha... O último serviço foi seu.
- Agora estão precisando de dois, Mário.
- Dois? Menezes é muita esmola...
Menezes nota a barata morta no velho escritório e resolve ignorá-la. Senta na mesa e pega o telefone onde faltava a tecla zero.
- Se o número não tiver zero, o serviço não é nosso. – disse Menezes enquanto procurava os óculos para enxergar os números do anúncio do jornal.
- Se você conseguir enxergar o número o serviço é nosso... – completou Mário.
- Mário, sabe qual é o seu problema? Você é muito pessimista. Você lembra-se do último caso que tentamos descobrir juntos... Dos dois travestis.
- O que que tem?
- Você ficou tão pessimista que não queria acreditar na sua versão. Versão que iria nos render um bom dinheiro por resolver o caso.
- Menezes, quem iria acreditar que aqueles dois travecos... Com um ( faz o sinal) eram mulheres de verdade.
- Eu. Ficaram muito belas. Tanto que acreditei, que fui pro Motel com ela. E só na hora eu descobri...
- Você é muito burro, Menezes.
- Atendeu... – disse baixinho, tapando o fone do tel.
No outro lado uma bela voz feminina. Tereza Castanhas, ela identificou assim. Precisaria vê-los o mais rápido possível e contar toda a história. Não queria saber quanto os dois iriam cobrar. Queria o mais rápido possível a solução. E logo, ela estava lá, sentada em uma velha cadeira perneta. Alguns livros ajudavam a segurar a velha mobília.
- Bom, o caso é o seguinte... Meu marido estúpido morreu.
- Que Deus dê a honra e a glória... amém! – disse, solenemente, Menezes.
- Que isso? – perguntou Mário.
Tereza Castanhas interrompeu os dois:
- Que o Diabo o receba!!! Filho da mãe... Guardou toda a nossa fortuna em um banco no exterior. A conta, senha, nome do banco estavam em um papel. E o filho da mãe me coloca dentro do São José de prata oco que eu tinha em casa.
- Caso solucionado... è só pegar o Santo.- concluiu Menezes.
Tereza ignora.
- Onde está esse santo?
Mário sorri e Menezes, sem perceber, procura no bolso.
- Boa pergunta...

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Fafá de Belém canta Ave-Maria

Linda canção que Fafá de Belém cantou para o Papa João Paulo II, quando ele veio ao Brasil em 1997. Feliz Natal a todos!

domingo, 19 de dezembro de 2010

A morte da Diana

Ontem vi a tão falada cena em que morre a personagem Diana, na novela Passione. Durante a sua exibição, o nome da atriz Carolina Dieckmann ficou nos TT`s e a audiência foi satisfatória. Para quem não viu a cena, deixarei postado aqui. Emocionante ou não, a atriz e o ator Rodrigo Lombardi corresponderam a cena e deram emoção ao capítulo.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Melhor humorístico 2010: Tudo Junto e Misturado

Depois das revelações no humor, em 2009, com a turma da MTV (Marcelo Adnet e cia), a Rede Globo lançou este ano, o melhor humorístico de 2010. Além de atuarem bem, os humoristas também são responsáveis pelo roteiro do programa. Enfim, para quem não conhece vale a pena ver o vídeo abaixo e para quem já viu: vale a pena ver de novo!


Melhor blog

Ganhei um selo super carinhoso da Agnes (http://s2ois.blogspot.com/)! Destaco três blogs para ganharem o selo.

www.resenhafeminina.blogspot.com
http://www.lorotasveridicas.blogspot.com
http://minhamenteflutuando.blogspot.com

Abraços a todos que me acompanham!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

E se Jesus tivesse nascido em meio às Midias Sociais?

Ninguém duvida que esse ano vai ser o maior Natal Tecnológico. Então, abaixo, um vídeo muito bem produzido de como seria o nascimento de Jesus em meio a tantas tecnologias e mídias sociais.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

30 anos sem Jonh

Imagine... Só imagine...

A garçonete feia

Ambrósio estava descontente com as mulheres e com o amor. Havia perdido a sua grande paixão e decidiu que não se apaixonaria mais. Até o restaurante ele mudou para não ver mais a ex-namorada. Na hora do almoço, Ambrósio colocava o seu guarda-chuva debaixo do braço ( e era inverno) e ia ao restaurante comer a mesma comida de sempre. Arroz, feijão, carne e folhinhas de alface.

Já sentado na mesa e apreciando a comida do meio de expediente, aproximou-se uma garçonete que ele nunca vira ali. Alta, magra, cabelos amarrados e mal arrumados. Pinta no nariz (grande) e feia. Sim, Ambrósio achava a pobre garçonete feia. Parecia a Olivia Palito. E ele não estava a fim de ser Popeye...  

Passaram-se os dias e Ambrósio começara a notar que a feia garçonete sempre o tratava com mais atenção. Sorrisos, cumprimentos e mais sorrisos... Um dia ela estava tão feia, que Ambrósio perdeu o apetite.  Depois, ela começou a puxar papo. Conversa besta, dizia Ambrósio, na hora do almoço. Como ele estava odiando esta garçonete e as mulheres...

Um dia não deu papo à feia e fez de tudo para que uma outra garçonete moreninha lhe atendesse. Em vão, lá veio à garçonete feia e seca feito uma vara verde lhe atender. Ambrósio nunca foi um ícone da beleza, mas sempre quis ter ao seu lado mulheres belas e sensuais. Beleza ele não tinha, mas dinheiro caia do bolso.  Ele comprou todas elas. E sempre foi enganado por todas elas. Ambrósio distribuía carros, roupas, jóias, perfumes em troca de uma noite de sexo ardente. Ambrósio desfilava em sua BMW e sua feiúra e antipatia ao amor eram ofuscadas pelo barulho do carro.

Um dia Ambrósio foi almoçar e a feia garçonete não foi lhe atender. Estava conversando com um rapaz mais jovem e bonito e este lhe dando atenção e correspondendo as investidas e as conversas. Ambrósio, então, sentiu um ciúme terrível. Ciúme? Nos outros dias, a garçonete feia continuava a ignorá-lo e atendia ao belo rapaz. Ambrósio não tirava mais a garçonete da cabeça. Sentia falta da ternura, educação, bom humor e dedicação dela. Chorava vendo filmes românticos, ouvindo Wando e lendo romances...

Sim... Ambrósio não se deu conta que estava apaixonado pela feia garçonete. Nunca sentiu aquilo. E não comprou para ter aquele sentimento. Veio de mansinho, invadindo o seu coração. Um dia, chegou ao restaurante com flores na mão. Viu a garçonete feia atendendo um freguês e foi em sua direção. Ele olhou para ela e entregou as flores. A garçonete feia sorriu... Ambrósio voltou para a sua mesa. Havia visto em seu dedo uma aliança de compromisso. Assim que saiu do restaurante, o belo rapaz entrou no estabelecimento e chamou a garçonete feia. Ela veio sorridente e se beijaram. Recebeu dele uma linda rosa, enquanto ela jogava no chão as flores de Ambrósio.

A menina Isabela virou estrela

Depois que o primeiro vídeo da pequena Isabela fez o maio sucesso na internet (Não fecha a porta, tá? Tranquilo?), ela ganhou diversas situações novas no YouTube. E todas bem assistidas. Olha essa, em que Isabela está vestida de abelha.

"Que Rei Sou Eu?" fazia crítica à política brasileira

Reveja aqui a abertura da novela "Que Rei Sou Eu?", um grande sucesso de 1989, que fazia uma crítica bem humorada da política no Brasil, em um ano que voltávamos a eleger o presidente da República.

Em nome de Jesus, abreeeeeee!

É triste ver as pessoas se desesperarem e perderem o controle. Nesse vídeo, um dos mais vistos dessa semana, uma mãe se revolta e grita ao ver que perdeu o horário de entrada para o vestibular. Disse que estava rezando com a filha. Um dos comentários dizia que "ela ora e perde a hora".

http://www.youtube.com/watch?v=FuDYSEVeoAk

sábado, 4 de dezembro de 2010

Silvio Santos: E o bambu, Maísa?

Este vídeo foi destaque na revista Época da última semana. Há 30 anos, Sílvio Santos caiu em uma pegadinha de uma menina no programa "Domingo no Parque". A brincadeira era com uma rima suja com a palavra "bambu". Agora, o apresentador fez a mesma pegadinha com a Maísa.

Confira!

Propaganda de camisinha africana

O dia 04 de dezembro é comemorado o Dia da Propaganda. Para comemorar a data, um anúncio muito criativo de camisinhas.

Você conhece a Síndrome do Pânico?

 O médico psiquiatra, Márcio Bernik, e coordenador do Ambulatório de Ansiedade do Hospital das Clínicas do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo, explica um pouco mais sobre a Síndrome do Pânico no site do Dr. Drauzio Varella. Confira!

Síndrome do Pânico

A síndrome do pânico, na linguagem psiquiátrica chamada de transtorno do pânico, é uma enfermidade que se caracteriza por crises absolutamente inesperadas de medo e desespero. A pessoa tem a impressão de que vai morrer naquele momento de um ataque cardíaco porque o coração dispara, sente falta de ar e tem sudorese abundante.

Quem padece de síndrome do pânico sofre durante as crises e ainda mais nos intervalos entre uma e outra, pois não faz a menor idéia de quando elas ocorrerão novamente, se dali a cinco minutos, cinco dias ou cinco meses. Isso traz tamanha insegurança que a qualidade de vida do paciente fica seriamente comprometida.

DrauzioOs sintomas que o transtorno do pânico provoca são semelhantes ao da ansiedade normal, apenas mais intensos, ou são diferentes?
Bernik – Os sintomas são relativamente similares. As sensações físicas da ansiedade são uma reação normal, por exemplo, caso a pessoa tenha fobia de lagartixa ou de falar em público e se veja diante de uma dessas situações. O que caracteriza o pânico é a forma abrupta e inesperada que os sintomas aparecem e o fato de a crise atingir o ápice em dez minutos. Na verdade, bastam 30 segundos para o paciente, que estava se sentindo bem, ser tomado inexplicavelmente por sintomas que de certa forma todos conhecemos: boca seca, tremores, taquicardia, falta de ar, mal-estar na barriga ou no peito, sufocamento, tonturas. Muitas vezes, tudo isso vem acompanhado da sensação de que algo trágico, como morte súbita ou enlouquecimento, está por acontecer. Nesses casos, é comum a pessoa ter uma reação comportamental de pânico e sair à procura de socorro. Aliás, a sala de espera dos prontos-socorros é um dos lugares onde o médico mais se depara com transtornos de pânico.

DrauzioNessa hora a sensação é terrível. Muitos acham que realmente vão morrer, não é?
Bernik – No episódio de pânico, a sensação de morte iminente provocada por um problema cardíaco tem duas explicações: a rapidez e a forma inesperada com que a crise acontece. A ansiedade normal tende a ocorrer em ondas, não em picos intensos. Mesmo o pânico que as pessoas sentem numa montanha-russa extremamente radical pode ser até agradável se estiver dentro de um contexto compreensível. Entretanto, a reação será muito diferente, se ele vier do "out of the blue", como dizem os americanos, ou do azul do céu, como dizemos nós.

Continue a ler no site: http://www.drauziovarella.com.br/ExibirConteudo/2569/sindrome-do-panico/pagina2/sintomas-do-transtorno-do-panico

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Didi Cantando "O Portão", de Roberto Carlos

Este ano, o personagem do trabalhão Renato Aragão faz 50 anos. O humor desse trapalhão, junto com Dedé, Mussum e Zacarias, fez a alegria das crianças e adultos de várias gerações. E foi nos anos 80, que Os Trapalhões viveram sua fase de ouro, com o grande sucesso na TV e nos cinemas.

Vale a pena curtir essa paródia da música "O Portão" com Didi Mocó.

Ghost - Do outro lado da vida

Que não se emociona com esse clássico de 1990. Ghost - Do outro Lado da Vida, foi sucesso de bilheteria no final dos anos 80 e emocionou o mundo todo. Confira os melhores momentos do filme, com a música tema.

Cena antológica de "Gabriela"

Gabriela (Sônia Braga) pega uma pipa que estava presa no telhado. A sua sensualidade vira atração para toda à cidade. Uma cena antológica com o inesquecível Armando Bógus. Vale a pena conferir!

http://www.youtube.com/watch?v=PzpXtdU03yI&feature=related

Abertura de "Tieta" mexeu com os imaginários masculinos

A inesquecível abertura da novela Tieta (1989). Quem não se surprendeu em ver uma linda modelo seminua no horário das oito da noite, na Rede Globo? Eu, com apenas 12 anos de idade, sonhava com a bela morena que se enroscava na árvore.

http://www.youtube.com/watch?v=_DDYBtXxZWk

Vida

Por Augusto Branco

Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas
que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
e amigos que eu nunca mais vi.

Amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
e quebrei a cara muitas vezes!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você também não deveria passar!

Viva!!

Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é "muito" para ser insignificante.