segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Onde Está O Dinheiro? Cap.01

Capítulo 01

Mário tirou o sapato de seu pé e atirou sobre uma barata que caminhava no chão do velho escritório. Um ventilador barulhento e sujo fazia o trabalho de não ventilar e a bagunça na mesa demonstrava total falta de organização. A porta abriu e Menezes entrou com um jornal na mão.
- Mário, precisam de detetives!
- Primeirinha... O último serviço foi seu.
- Agora estão precisando de dois, Mário.
- Dois? Menezes é muita esmola...
Menezes nota a barata morta no velho escritório e resolve ignorá-la. Senta na mesa e pega o telefone onde faltava a tecla zero.
- Se o número não tiver zero, o serviço não é nosso. – disse Menezes enquanto procurava os óculos para enxergar os números do anúncio do jornal.
- Se você conseguir enxergar o número o serviço é nosso... – completou Mário.
- Mário, sabe qual é o seu problema? Você é muito pessimista. Você lembra-se do último caso que tentamos descobrir juntos... Dos dois travestis.
- O que que tem?
- Você ficou tão pessimista que não queria acreditar na sua versão. Versão que iria nos render um bom dinheiro por resolver o caso.
- Menezes, quem iria acreditar que aqueles dois travecos... Com um ( faz o sinal) eram mulheres de verdade.
- Eu. Ficaram muito belas. Tanto que acreditei, que fui pro Motel com ela. E só na hora eu descobri...
- Você é muito burro, Menezes.
- Atendeu... – disse baixinho, tapando o fone do tel.
No outro lado uma bela voz feminina. Tereza Castanhas, ela identificou assim. Precisaria vê-los o mais rápido possível e contar toda a história. Não queria saber quanto os dois iriam cobrar. Queria o mais rápido possível a solução. E logo, ela estava lá, sentada em uma velha cadeira perneta. Alguns livros ajudavam a segurar a velha mobília.
- Bom, o caso é o seguinte... Meu marido estúpido morreu.
- Que Deus dê a honra e a glória... amém! – disse, solenemente, Menezes.
- Que isso? – perguntou Mário.
Tereza Castanhas interrompeu os dois:
- Que o Diabo o receba!!! Filho da mãe... Guardou toda a nossa fortuna em um banco no exterior. A conta, senha, nome do banco estavam em um papel. E o filho da mãe me coloca dentro do São José de prata oco que eu tinha em casa.
- Caso solucionado... è só pegar o Santo.- concluiu Menezes.
Tereza ignora.
- Onde está esse santo?
Mário sorri e Menezes, sem perceber, procura no bolso.
- Boa pergunta...

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