terça-feira, 11 de outubro de 2011

Dancin’ Days: de volta em DVD

Dancin’ Days marcou os anos 70 lançando moda com as meias soquetes de lurex, embalando as noites com a febre da discoteca e conquistando o país com a história de Júlia (Sônia Braga). A novela inaugurou o estilo dramatúrgico do Autor Gilberto Braga, marcado pela crônica de costumes e pela discussão da classe média e das elites urbanas. Em uma época de grandes transformações no Brasil e no mundo,nossa protagonista também passa por muitas mudanças quando sai da prisão, luta para consertar os erros do passado e para recuperar seu lugar na sociedade e o amor de sua filha Marisa (Glória Pires). Divirta-se e emocione-se com essa história que deixou saudades e influenciou toda uma geração. Sucesso em mais de 40 países agora na sua casa.


Fonte: Som Livre

sábado, 1 de outubro de 2011

CIDADANIA , RIO PIRANGA E PARTICIPAÇÃO



por Ronald Lins Peixoto


                                                                                                                      
                      Conheci a importância desse rio ainda criança, pelas lições das competentes e inesquecíveis professoras na cidade de Piranga-MG, na década de 1960. Fui aluno da tradicional “Escola Estadual Coronel José Idelfonso” e do então “Ginásio Leão XIII”. Quando já aprendíamos, além das matérias exatas, lições de ética, da boa política, filosofia e sobre a importância da preservação do meio ambiente. O rio, além de belo e caudaloso, propiciava alegres passeios de barco, pescarias e natação.

                    Ainda hoje “ O rio Piranga é considerado o principal formador do rio Doce, que recebe este nome quando do encontro do rio Piranga com o rio do Carmo. O rio Piranga nasce nas serras da Mantiqueira e do Espinhaço, limites oeste e sul da bacia, no município de Ressaquinha, em Minas Gerais, e o rio do Carmo nasce no município de Ouro Preto. Conf.”Agência Nacional de Águas-ANA” (original não negritado).

        Em 2002, pelo Decreto Federal de 25 de janeiro, instituiu-se o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce – CDH-DOCE, composto por representantes da União, dos Estados, dos Municípios e dos usuários das águas.  Em abril de 2008 foi assinado o contrato para a elaboração do Plano Integrado de Recursos Hídricos e dos Planos de Ações das bacias afluentes (PARH's), com Consórcio escolhido em licitação.

          O CDH-DOCE certamente está à disposição para maiores informações, mas a efetiva participação e acompanhamento pelo cidadão, como principal interessado no próprio município, é fundamental. 

        Já foram destinados pela União Federal e os governos de Minas Gerais recursos para a referida bacia hidrográfica, a informada disponibilidade na ordem de 1(um) bilhão de reais.

        Todo cidadão pode participar ou acompanhar os trabalhos para a preservação dos rios. Interessando, por exemplo, pelo curso do rio em sua cidade, com as questões seguintes: Quem são os representantes dos municípios e dos usuários dos rios nas cidades por eles abrangidas? O que já foi “diagnosticado” e está sendo providenciado para o curso do rio na cidade em que reside?  E na cidade de Piranga?  O que podem informar de concreto hoje? Qual o planejamento e o que está previsto para o Rio Piranga? Principalmente, como foram ou estão aplicando os recursos públicos destinados para tais finalidades.

                Embora os planos hídricos possam ser planejados para médio e longo prazos, eles devem prever de imediato o estado atual e a aplicação dos recursos em situações de urgências.  Este procedimento, análogo ao tratamento de um doente, é uma questão de efetiva administração pública e de responsabilidade política, mas, dependerá também da participação da comunidade e de cada cidadão.

           É uma oportunidade para que os cidadãos, principalmente os moradores nas cidades abrangidas pela bacia hidrográfica em questão e em especial refiro-me às sempre lembradas cidades de Piranga e Presidente Bernardes-MG (ex-Calambau), possam participar e exercer a cidadania.

          E para uma efetiva interação com os nossos ”servidores públicos”, especialmente os nossos mandatários políticos, os prefeitos, vereadores, deputados e  líderes comunitários. E com os demais segmentos da sociedade, como o Ministério Público, a OAB, as associações de defesas do cidadão etc, para acompanhar as providências necessárias a respeito desta questão vital.

          Tanto quanto para a saúde, a educação e a segurança públicas, independentemente de ideologias ou de políticas partidárias.

       Assim como, desde já, para se informarem das ações e intenções dos possíveis candidatos às próximas eleições e de suas propostas para o futuro mandato público.  Enfim, a respeito das medidas que podem e devem ser tomadas para a efetiva preservação do meio ambiente, da bacia hidrográfica. Em especial do rio Piranga, ainda mais com os recursos públicos já lhes destinados.

           A preservação do meio ambiente, constituem também incrementos financeiros e econômicos adequados para o fortalecimento dos municípios, oportunidades de empregos e de autossustentabilidade, com ganhos para todos.


          Finalmente, não se pode esquecer o elementar, como diria o filósofo, o cientista ou o poeta: “que a defesa da sobrevivência e boa conservação do “meio” ambiente, como da saúde, o alimento e o amor, são fundamentais para a sobrevivência humana e para uma vida saudável e feliz!”   Mas para isso é preciso exercer a cidadania no seu amplo conceito. Participar é preciso! 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A Pousada de Dona Inhá-Inhá



Quando Dona Inhá-Inhá, uma simpática velhinha, viu as belas pousadas e os luxuosos hotéis chegando em Piranga, ela percebeu que logo perderia a sua clientela. Por mais que ela fosse uma agradável companhia, Dona Inhá-Inhá saberia que teria apenas as companhias dos cães e gatos na sua velha pousada.

Ah! Mas não pensou duas vezes antes de gastar seu dinheiro (economizado debaixo do colchão) para “levantar” a sua antiga pousada. E logo colocou na porta o anúncio:
Pousada de Dona Inhá-Inhá. Tradição de melhor preço. Agora com Piscina Aquecida, cama aquecida, Colchão quente, Sauna, Frigobar, café da manhã, almoço e jantar. TV, DVD e Som Ambiente. Tudo isso pelo mesmo preço camarada
.
Logo, um casal em Lua-de-mel, que chegara no inverno bravo de Piranga, se interessou pelo anúncio e pelo preço. Era o que podia pagar. Dona Inhá-Inhá contando as suas prosas e proezas, recebia o sinal e os levava para o quarto.

Um quarto limpo, porém muito humilde. Uma cama de casal de madeira antiga, dois cômodos, chão de tábua quebrada e um banheiro pequeno (no corredor). Isso tudo ficava invisível com a boa conversa da senhora.

Logo o casal resolveu tomar banho. O primeiro banho juntos. Um chuveiro elétrico, que ligava depois de várias pancadas, e aquele pingo delicioso frio entre as águas falhas e extremamente quentes. Depois, resolveram jantar. Uma mesinha no canto da cozinha e, junto com a Dona Inhá-Inhá, tomava o famoso caldo de mandioca. Como era gostoso.

O sono chegou e foram dormir. Antes, esquentar o colchão. Dona Inhá-Inhá veio com um ferro e ela ficou minutos passando no lençol lavado com sabão de coco. Cama quentinha, os pombinhos deitados. A cama tremeu a noite toda, enquanto Dona Inhá-Inhá dormia o sono dos justos.

Logo cedo, o sol quente que só Piranga tem o ano todo. Foram para a piscina. Um mergulho no tanquinho de 2 litros com água aquecida na velha chaleira de Dona Inhá-Inhá. Logo depois, o mesmo banheiro do corredor, todo fechado e com o chuveiro no quente, fizera aquele vapor de dar inveja aos melhores hotéis. Vem Dona Inhá-Inhá jogando essência de eucalipto e dizia sorridente... “Namorem bastante. È bom pra pele”.

E os dias foram passando. O almoço caseiro, o café de rapadura, o suco de limão no frigobar... Quero dizer na velha geladeira da cozinha. O bom programa de Sílvio Santos na TV (a única na sala). O DVD? Só passava os vídeos da família de Dona Inhá-Inhá. “Esse aqui é o meu tataraneto, olha como o bichinho é danado...”. E, antes de dormir, as pessoas que passavam pela porta da pousada, ouviam o “som ambiente”. Dona Inhá-Inhá e os recém-casados dançando um bom forró para esquentar a noite. 

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

CALAMBAUENSE FUTEBOL CLUBE x PIRANGA ESPORTE CLUBE

*Texto escrito em 1934 pelo meu amado avô José Maria Peixoto, conhecido como Zizinho Peixoto. Foi escrivão de Cartório de Paz e Notas e irmão do Zuzu Peixoto,  ex-prefeito de Piranga, durante três mandatos.

Lembranças de Calambau

Quem irá relatar para nós esta partida realizada em Calambau , há 76 anos, é o jovem atleta e também cronista esportivo do jornal “ A Verdade” , editado em Calambau, José Maria Peixoto, o Zizinho Peixoto. O Zizinho é piranguense, tendo vindo para Calambau no início da década de 30, com o seu pai José Inácio Peixoto, que aquí exerceu o cargo de escrivão do Cartório de Paz e Notas.Vamos ao relato do Zizinho Peixoto:

“Em maio de1934, contando apenas meus quinze anos, ingressei aqui em Calambau no futebol, estando naquela época na frente do mesmo o nosso amigo José
Matias de Moura. Diretor rígido que, quando dizia que pau era pedra, tínhamos que
concordar, senão o jogador passava a ser a “pelota”. Eu era magro,estava na fase de desenvolvimento e não podia fazer excessos. O nosso diretor, que era presidente, treinador, diretor esportivo e o “diabo a quatro”, achou-me com cara de “meia-direita”
e me ordenou:- “vai jogar aí, pode correr o campo todo, se não der no couro o mandarei para o golo”. Lá fui eu correndo mais que relâmpago no céu. Não estava agüentando, mas o prazer de jogar fazia do espeto de cozinha uma espada habilmente manejada nas mãos de um cavaleiro. No meu terceiro treino, o nosso diretor reuniu a turma no centro do gramado e formalizando-se, falou com a devida autoridade:-“precisamos treinar muito, porque de hoje a um mês vamos enfrentar o Piranga Esporte Clube:nestas alturas
eu perguntei: -“ eu vou jogar no golo ou na linha?”, vindo logo a resposta:” onde eu mandar!”.
Ingressara juntamente comigo no futebol o meu amigo Zizinho Fernandes, residente hoje na cidade de Rio Espera e este, melhor atleta do que eu e por ser cunhado do diretor José Matias de Moura, tinha mais cartaz e era o “Gilmar” do dia; no “golo” nem mosquito passava.Eu, sentindo que não desempenhava o papel no ataque, propus ao meu amigo Zizinho Fernandes conversarmos com o Matias para uma troca de lugar,
Pois ficaria apaixonado se não fizesse parte no “team” contra o Piranga Sport Clube.
Tudo combinado lá se foi o “Gilmar” conversar om o “Zezé Moreira”, enquanto eu ficava a beira do gramado aguardando o resultado. Foi tran-chan...mas contra mim...
-“ quem não dá pra fubá, desocupa o lugar”, foi a resposta do nosso diretor esportivo.


Continuamos os preparos para o encontro com os crakes do Piranga, os quais eram naquele ano de 1934: Zé de Matos-Jeremias-Geraldo Milagres-Martelo- Percílio e
Lau-Andó-Chico Navais-Zé Ildefonso-Quidó-Godó.
Quanto mais se aproximava o momento do encontro esportivo, mais se apoderava de mim o receio de não jogar, pois cada dia doía uma parte do corpo. As pernas,então, não
eram minhas.
A notícia correu os quatro cantos do velho Calambau, que naquele tempo não tinha estradas nem telefone eficiente. No domingo que precedeu o jogo, após a missa, era o assunto do dia:- a vinda do Piranga Esporte Clube. Rodas e mais rodas de
Esportistas comentavam:- O Piranga Esporte apanhou aqui em 1925, 2x0; os gols foram feitos por Dr. Cristovam e Levindo Chagas ( este até hoje “baba” ao contar como foi feito o seu golo; descreve lance por lance de sua corrida pela extrema, até a cruzada da pelota que passou no ângulo com uma cabeçada do Dr.Cristovam), mas , diz o Levindo:-“ o golo foi meu”.Eu corria roda por roda,tomando parte no assunto, mas, interiormente,roia o receio de não fazer o meu farol .
Na ante-véspera do jogo, recebemos pelo correio(pois telefone era como hoje, “neca”), a confirmação da vinda dos campeões da época. Sábado, fui acordado antes do alvorecer por um companheiro, que sentia comigo as minhas dores esportivas- Xisto de Freitas, hoje residente em Ouro Preto, que veio trazer-me a boa nova de que eu iria jogar no golo, por ter Zizinho Fernandes, em serviço, contundido um pé. Suspirei
Fundo,pois, como meia direita, só se fosse enfrentar defuntos.


Domingo! Salvo engano, dia sete de junho de 1934, enfim chegara o dia da luta esportiva.Naquele tempo só se celebrava aqui, aos domingos, uma missa. Cedo ainda levantei-me , indo ajudar a dar o expediente para arranjar o local da recepção- a República- para a caravana que, conforme ofício, chegaria a cavalo às onze horas. Distraído com os preparos da recepção, me esqueci da missa e quando corri à Igreja, já o Padre dava o “Ite missa est”.
Onze horas e poucos minutos,um foguete é ouvido no alto do sítio à entrada de Calambau. Todos nós nos aglomeramos ao lado da antiga Matriz, pois a República seria em casa de propriedade do Sr. Juca Couto. Mais alguns segundos e chega a caravana piranguense, composta de vinte cavaleiros, tendo à frente o zagueiro Jeremias, que gritava para dez, seguido por Geraldo Milagres, sempre calado e de pouca conversa;não podendo esquecer de Quidó, com seu corpo tão pesado, que o animal arquejava, e de Zé Ildefonso, com sua conversa macia,mas, perigoso quando mandava um pelotaço em goal, e assim todos os demais.Chico Navais, baixinho, mas que corria como o pensamento; Godó, novo na pelota, no entanto o assombro da época ; Martelo, que era mesmo de martelar, pois quem passasse por ele podia contar com uma“chutada”
em ponto pequeno; Ando, menino ágil no manejo da bola, que não sabia o que era jogo bruto,mas que topava qualquer parada; Zé de Matos, Percílio e Lau, também em côro acompanhando Jeremias no seu:-“queremos doce, conhaque e cerveja”.
Houve a recepção de praxe. Eu e o Matias apertamos a mão de um por um, os alojamos na República e fomos juntar a nossa turma, pois já era hora do
“ pega pra capar”. Quando conseguimos deixar a República já eram treze horas, e. o jogo seria às quinze horas..Às catorze horas estava o nosso quadro em ponto de bala e era o seguinte:-Peixoto, Matias,Yayà; Joventino de Helena-João de Moura-Tito Paca: Gustavo de Moura –Moacir Morais-Manoel Calambau-Vavá-Aníbal Diogo.
Eu, cheio de orgulho, envergava o uniforme de guardião, para a primeira vez na vida enfrentar um time de foot-baal... e que time! Piranga Esporte Clube, o invencível da redondeza.
Saímos para o campo, que era quase três kilômetros da rua. Mais de mil pessoas estavam presentes para assistir a pugna.No percurso para o campo,
O nosso diretor José Matias chegou-se a mim e disse:-“ se você não deixar passar nenhum golo, nós o traremos carregado na volta”; isto para mim foi uma grande animação.
Estamos formados em meio do gramado; campo escolhido;
árbitro do Calambauense F. Clube, pois assim se chamava o primeiro club em que ingressei em minha estréia; dada a saída... aí é que foram outros quinhentos...recordar é viver, mas, daí para diante os visitante não terão vida em recordar; os visitandos sim, tem prazer em relembrar aquela partida de vinte e três anos atraz, pois o time que era o campeão da zona só conseguiu ir às redes do Calambauense apenas uma vez, com um petardo de Chico Navais, nos últimos instantes da partida. Perguntaríamos agora ao Zé Ildefonso, ao Andó, Quidó e Godó- porque não fizeram das suas? E todos nos responderíamos em côro :-“jogamos futebol e não pegamos touro a unha”.
Terminou a partida com 1x0 para eles, mas a farmácia do Moacir Morais foi pequena para receber os visitantes que lá foram para se medicarem de contusões, dente quebrado, arranhões, etc.
Jeremias nestas alturas não queria mais doce, nem conhaque e cerveja;queria um bom cavalo para sair daqui mesmo de uniforme. Lembro-me que cheguei a ele e lhe perguntei:”Então Jeremias, teve boa a partida?” ao que ele respondeu:-“ o dia que vocês forem a Piranga, darei a resposta”.
Eu e o Zé de Matos, jogamos folgados durante os noventa minutos ;-ele porque a defesa de Piranga cercava até vento e eu porque a linha piranguense não se atrevia passar pela nossa defesa , só disputava com a mesma pela frente e a um metro de distância... O golo que passou foi devido a um gesto repentino de Chico Navais, que dando no Matias um chutizinho na rótula, passando uma rasteira em Yayá e gritando para mim com os olhos esgazeados: “não chega não”, mandou a pelota e eu,marinheiro de primeira viagem , achando que a minha seria pior, deixei a pelota em paz.
Mas, tudo isto é apenas para um “Recordar é Viver”, pois mais tarde, depois que todos estavam de gaze e esparadrapo para cima, inclusive o Jeremias, que se achava mais calmo fomos tomar um lanche, brindar a saúde dos dois clubes e ouvir discursos e declamações, após o que regressaram os meus conterrâneos, deixando aqui um ambiente de verdadeira cordialidade.
Foi assim caros leitores, a primeira vez que joguei foot-ball em minha vida.
Hoje com os meus quarenta anos, só sirvo do foot-ball
para um “Recordar é Viver”.


E assim o cronista esportivo do jornal “ A Verdade” de
Calambau, José Maria Peixoto, o Zizinho Peixoto, descreveu esta memorável partida de futebol entre o Calambauense Futebol Clube e o Piranga Esporte Clube, realizada em Calambau em maio de1934

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Calambau, 26 de outubro de 2.010

Murilo Vidigal Carneiro

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Os últimos momentos da vida de uma libélula

Boa, Clarice Lispector!

Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
...Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.

Clarice Lispector

sábado, 20 de agosto de 2011

Seu Baltazar da Rocha!

Isso sim era humor bem brasileiro. Quem não ria da Escolinha do Professor Raimundo nas noites de sábado?

sábado, 18 de junho de 2011

Amor sem fim

Quem viveu os #Anos80, se emocionou com este filme...

Mini-Conto: A interiorana e o "busu"


Necludes acabara de casar, tinha 20 anos, e nunca foi à capital. Nasceu, cresceu e casou em um pacato distrito lá nas bandas de prá lá de onde Judas perdeu a bota. A lua-de-mel? A Capitar... Chegou à cidade grande deslumbrada e beijando o marido, apaixonada. Comeram poeira pra chegar na selva de pedra.
O casal entrou em um coletivo lotado, 6 da tarde, povo cansado, trabalhou o dia todo. Mas, Necludes estava entusiasmada. Foi invadindo aquela fileira de gente com a mala rasgada e com as roupas cheias de poeira. Viu a corda de “parada solicitada” e falou para o marido.
- Oiá, qui beleza! Tem até “varar” aqui... Vou tira as poeira das roupa.
E sem menor constrangimento, foi colocando as roupas emendadas e cheias de poeira no “varar” do "busu"...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Eduardo e Mônica: o casal que se materializou

Jovens dos anos 80, 90, 2000 e 2010... Não importa. Todos já ouviram essa canção do Legião Urbana. Agora virou comercial da Vivo. Não arrisco dizer que é a melhor propaganda do ano!

Com vocês: O casal que se materializou!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

EU MUDEI...

Mudar sempre desperta um pouco de medo e, também, descobertas. Redescobrindo o passado para enfrentar o presente. Estava diante a uma caixa de papelão e iniciei o meu processo de mudança. Primeiro os livros! Coloquei dentro da caixa os acadêmicos, os literários, os de autoajuda, os bibliográficos, os meus... Hum... Os livros que eu li na escola ficarão aqui. Eles serão mais úteis para os meus sobrinhos que estão crescendo. Preciso de espaço para os novos livros: “Como ter um casamento feliz”, “Entendendo a TPM” e “Guia do Bebê”. Sim! A vida muda...

Em outra caixa, eu resolvi colocar as revistas que eu colecionava na juventude. E, por incrível que pareça, era a Veja. Ficava ansioso pela chegada de cada exemplar. Joguei fora algumas e guardei outras. Sei, estão todas na internet, mas o prazer de folhear uma revista nas mãos é insubstituível. Achei outras revistas mais ousadas que terei que desfazer. Afinal, já sou casado, um senhor de 34 anos, que não precisa alimentar atitudes juvenis. E, afinal, a Tiazinha virou Tia! Mas as revistinhas de quadrinho do Sítio, da Mônica, da Turma da Disney estão garantidas na caixa. Agora, preciso de espaço para as novas revistas. Além das minhas, os exemplares da minha esposa.  Aguarde que vem por ai: Casa e Jardim, Cláudia, além de revistas sobre pedagogia, ensino, etc. Ei, posso continuar assinar a Época?

Entre tantas coisas que joguei fora, percebi que os objetos que mantive dentro de outras caixas me remetem a minha infância. Aquele carrinho, aquele jogo, aquela lembrancinha... Tudo tem uma história e desfazer desses objetos é desfazer do meu futuro. Assim os meus velhos discos e minhas velhas fitas estão numa caixa especial. O meu antigo som ainda toca um vinil. E, com certeza, vai alegrar o meu novo lar. Não sei se a minha companheira vai agüentar...  “É mudei minha cara, mas por dentro eu não mudo...”

Continuando o processo de mudança, tento não deixar nada para trás. Mesmo que vá entre um livro e outro, o velho Gnomo, que ganhei aos 16 anos, está lá. Esperando o seu novo lar. As fitas do velho vídeo estão em ordem de gravação e prontas para serem vistas.  Uma caixa foi reservada somente para elas.

Bom, o processo de mudança deve demorar por algumas semanas. Inovar sem perder a essência é muito mais difícil.  O velho quadro do meu quarto deverá encontrar a parede da sala. O novo quadro deverá ocupar o meu quarto. As revistas, os livros, os discos e as fitas deverão voltar para o armário. E no escurinho da noite poderemos ouvir as histórias que cada objeto desses carrega. Afinal viver o presente é respeitar o seu passado. Principalmente quando ele foi feliz e digno!

Primeiro beijo gay na TV brasileira

O primeiro beijo gay na TV brasileira não foi exibido ontem na novela "Amor e Revolução" do SBT, mas há alguns anos na A Praça é Nossa. Exatamente no tempo: 4m25seg. Boas risadas!


quinta-feira, 28 de abril de 2011

ESTA É A MINHA SOGRA...

Perônio estava suando frio em frente à casa de sua namorada. Iria pedir a sua mão e todo o corpo (claro) para a sua sogra. Iriam ficar noivos. O problema é que nesses dois anos, a sogra de Perônio sempre o tratou como um soldado. Sim! E ela era a general. Faça isso! Faça aquilo! Pega isso! Pega aquilo! Putz... Perônio só agüentava isso, pois a sua namorada era um amor de pessoa. Era totalmente diferente da mãe. Meu benzinho pra cá e pra lá. Fazia tudo que ele queria. Até penteava o cabelo dele. Que preguiça, Perônio...

Todos daquela cidade comentavam como a sogra de Perônio era uma mala sem alça e como a sua namorada era uma princesa. Linda e educada. Por isso, Perônio não desistiu do seu namoro. Iria casar e morar bem longe da sogra. Estava vendo a possibilidade de morar no Japão. Assim, estaria do outro lado da sogra. A única tristeza era deixar o seu pai viúvo, um amor de pessoa, sozinho. Mas era a vida...
Tomou coragem e Perônio entrou. A linda namorada o recebeu com beijos e a sogra pediu que ele arrumasse o pé do sofá. Depois, sentaram. E Perônio pediu a moça em noivado. A sogra disse um rosário de orientações. Tinha que fazer a sua filha feliz. E depois disse como foi infeliz com o seu finado marido. “Casamento não é mar de rosas”. Perônio só não desistiu de colocar o anel de noivado no dedo de sua amada, pois os olhos dela estavam eufóricos e mais lindos do que nunca. Perônio... Lembra que vai para o Japão.

No dia do casamento, Perônio com um terno novo, esperava a sua linda princesa no altar. Ela iria entrar com o tio e sua sogra, estava lá no altar, ao seu lado. Já não segurava as lágrimas, pegou um lenço de papel e limpou o nariz. Não tinha lixo na igreja. Pediu ao Perônio que guardasse no seu bolso. Ah! Não... Agora era demais! Mas já era a hora da entrada da noiva e ela apareceu linda. Virginal... Esqueceu-se do lenço sujo.

Depois que eles voltaram da lua-de-mel, a sogra adoeceu e não puderam mudar para o Japão. Compraram uma casa ao lado da casa da sogra e Perônio e a sua esposa levavam a vida. Ai... a coisa mudou... Perônio chegava em casa e a linda namorada se transformava numa aspirante a general. Faça isso! Faça aquilo! Não me toque, estou com dor de cabeça. Compre isso! Compre aquilo! A vida de Perônio virou pelo avesso e o casamento tinha transformado aquela linda princesa numa generala.

Desgostoso, e após brigar com a esposa, foi na casa da sogra, tentar uma conversa. Aquela sua filha não era normal. Quando chegou lá, ela estava no sofá vendo TV. Parecia bem melhor. Mas ela estava diferente. Nunca a viu tão animada. Quando o viu, a sogra pediu que o sentasse ao seu lado. Como assim? E ela revelou... Depois de anos o seu time do coração chegou à final de um campeonato. E o seu time de coração, era o time de coração do Perônio! Ah! Pegaram uma cervejinha e assistiram ao jogo. A cada gol, os dois se abraçavam. Quando terminou a partida e o campeão foi o time da sogra, os dois até dançaram um tango na sala. A partir daquele dia, Perônio fugia de sua esposa e tinha a sogra para acompanhá-lo nos jogos. E não era só futebol, não...  Eles tinham em comum o gosto pelo baralho, xadrez e boliche. E colecionavam as mesmas coisas... Como, por exemplo, a revista do time do coração.

O casamento acabou. Perônio não agüentava mais a princesa mimada e a sogra deu o maior apoio. Porém,  ele não queria perder a amiga que conquistara. Por insistência e um trabalho de cupido espetacular, Perônio casou a sua sogra com o seu pai. A sua madastra era a sua ex-sogra! Quando eles voltaram da lua-de-mel, Perônio deu aquilo sorriso para a ex-sogra e esta continuou sisuda e pediu ao Perônio: Carregue as minhas malas para o quarto e rápido!

P.S: Escrito em 2007 ( Só para deixar bem claro...Rs)

sábado, 16 de abril de 2011

O JOGADOR DE FUTEBOL HIPOCONDRÍACO

Rousvaldo era um brilhante jogador de futebol de sua cidade interiorana. Os outros clubes tinham inveja por não tê-lo e faziam ofertas incríveis. Chuteiras novas, conjunto de camisas sociais, sapatos, tênis, até chegar ao prêmio máximo: uma casa. Uma casa velha e abandonada. Mas era uma casa. Rousvaldo não aceitara. Era fiel ao seu clube de coração e ao Cruzeiro, time mineiro de coração.
Era chamado de “Pelé de Piranga”, pois o verdadeiro estava no auge e tinha acabado de trazer o tricampeonato ao Brasil pela Copa do Mundo. Ah! E Rousvaldo não era bonito, mas o seu sucesso e suas habilidades com a bola conquistavam as mulheres. Todas queriam ir aos bailes de sábado à noite com aquele craque.

No seu último jogo, Rousvaldo machucou-se. Foi levado ao médico e teve que parar de jogar por alguns meses para tratar a lesão. Com remédios, pomadas e faixas. Ai, ele ficou fã das farmácias da cidade. Todo dia entrava na farmácia mancando e conversava com o dono horas e horas. E saia de lá sempre com vários remédios. Era remédio para dor de barriga, dor de cabeça, do estômago...

A sua obsessão foi ficando maior, quando qualquer dor o remetia a morte. Chegou a ir a farmácia duas vezes por dia e sempre estava no hospital olhando a pressão e fazendo exames. Piranga ficou pequeno para ele e foi à Belo Horizonte. Nossa! Quantas farmácias, quantos remédios! Descobriu a vitamina C, A, B e Z. Comprou o alfabeto inteiro!

Ficou uma semana em Belo Horizonte e seu pouco dinheiro acabara. Vendeu o que não tinha por exames de última geração nos bons hospitais da capital mineira. Queria saber porque sentia tantas dores no estômago. Era uma hemorragia e achava que poderia morrer a qualquer hora. Bom, não era nada! Era excesso de remédios.

Sem dinheiro, não teve como voltar para a sua cidade e passou a mendigar na cidade grande. Estava no fundo do poço. Foi definhando. Acabou o dinheiro para comprar tantos remédios e fazer exames. Ficava horas no posto de saúde, até que foi encontrado por uma linda jovem em um terreno baldio, dormindo sobre um papelão.

Era da sua terra e esta o levou de volta para Piranga. Apaixonaram-se, casaram e ele voltou a jogar. O amor tinha lhe curado da mania de doença e de tomar remédio. E em um domingo, no clássico jogo da cidade, Rousvaldo estava mais brilhante do que nunca. Fizera três gols. No quarto gol deu um pulo igual ao do Pelé e sentiu uma dor forte no peito. Caiu. Os amigos tentaram socorrê-lo, mas foi em vão. Morreu no meio do campo. Os médicos deram o laudo: enfarto. Um jogador inconformado saiu chorando, chutou a bola e murmurou com outro colega: “Eu dizia pra ele se cuidar melhor...Ir ao médico sempre. Ô cara teimoso!”

sexta-feira, 15 de abril de 2011

NARCIALDO, O PUXA-SACO!

Narcialdo cresceu ouvindo o seu pai a falar sobre como nesta vida é necessário puxar o saco! Principalmente, no ambiente de trabalho. Bajular. Que verbo fantástico. E assim, Narcialdo cresceu. Um verdadeiro bajulador!

Na escola falava que a professora de Português era a mais linda do corpo docente da escola. Maça e flores estavam todos os dias em sua mão para entregar-lhe à professora. Não sabiam elas, que ele levava um saco cheio dessa fruta na sua mochila. Quando precisava de pontos para ser aprovado, dava um sorriso e falava sobre as dificuldades que encontrara durante o ano. Entregava uma maçã e esperava ter a compreensão da mestra.

Não que as professoras se corrompiam, mas elas realmente acreditavam no Narcialdo.

Assim, ele foi crescendo metido e astuto.  Já na faculdade, usava de palavras bonitas e de roupas alinhadas para impressionar os mestres e colegas. Quando conseguiu seu primeiro estágio, logo fez o seu cartão de visita e distribuía a todos. E, prometia, mundos e imundos. “Te levo para a minha empresa, sou assim com o chefe”. Quantas vezes ele viu o seu nome nos trabalhos escolares, sem ter escrito uma linha qualquer.

Formado e empregado em uma grande empresa, sonhava em ser o diretor da empresa. Agora, sim! Começava uma dura tarefa. Mostrar que era melhor que seu colega de trabalho, o Zé Ninguém,  e conquistar a confiança do presidente da empresa. Nunca levou maça e nem as suas roupas eram usadas para impressionar, mas a sua grande estratégia era bajular. Podia ouvir um sonoro “Não” (mesmo quando tivesse razão) e sorrir, dizendo que ele estava certíssimo.  Defendia-o nas reuniões e descaradamente ia contra os seus colegas, mesmo, quando estes estavam certos. Disse até que o seu colega Zé Ninguém errou nas operações. E um erro que fez a empresa perder clientes. Sendo que o erro era dele!

O chefe começou a ver Narcialdo com outros olhos. Começaram a almoçar juntos, jantar e até no sítio do chefe o Narcialdo estava. Já era mais um membro da família! Agora, não tinha para ninguém. Narcialdo seria o novo diretor. Não dava nem um “bom dia” mais para o seu leal concorrente e muito menos o olhava, o Zé Ninguém. Não precisava temê-lo mais.

Em uma noite, Narcialdo e o chefe conversavam em um bar e este fez uma proposta indecente ao nosso querido Narcialdo. Em troca, o cargo que ele tanto queria. O seu colega de trabalho, o tal Zé Ninguém, viu os dois entrando em um motel e assustou. Não acreditava no que vira! E no outro dia... Narcialdo era o novo diretor da empresa!

Já em sua sala, Zé Ninguém pediu para falar com ele e Narcialdo aos berros, disse ao telefone que estava muito ocupado. Zé ninguém mandou uma mensagem para o celular de Narcialdo. “ MOTEL GOOD TIME”.

Assustado, Narcialdo pediu que ele entrasse. Zé Ninguém sorriu. Agora sim estavam falando a mesma língua. Disse que tinha as fotos. Jogou.  Fotos comprometedoras dele com o chefe no carro. Na entrada do motel e nos bares. Narcialdo desesperado ofereceu-lhe dinheiro, carro, cargo, aumento... Tudo que um Zé Ninguém sonhara! Ele pegou o cheque e rasgou.

- Não sou melhor e nem pior que você, meu caro. Tenho meus defeitos. E não tenho nada haver com a sua vida. Só quero uma coisa de você, Narcialdo.

Narcialdo logo disse que hoje à noite ele estava livre...

- Quero que você me peça desculpas em frente aos meus colegas. E diz a todos que você errou quando disse aquela infame na reunião.

- Só isso?

- Para mim é o suficiente. Meu caráter é a minha vida!

Narcialdo assim fez. Disse a todos da empresa que foi um erro e que Zé Ninguém era inocente. Mas também não revelou o culpado.

No fim do dia, Narcialdo recebia o pedido de demissão de Zé Ninguém. Ele resolveu sair da empresa, mas satisfeito. Lembrou da criação que o pai lhe dera. A importância do caráter.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Emília do Sítio me mandou uma carta

Ainda tinha meus cinco anos de idade, eu pedi ao meu pai que escrevesse uma carta ao Sítio do PicaPau Amarelo e perguntasse ao Visconde de Sabugosa o porquê ele não tirava a cartola. Não é que a Emília me respondeu. Lembro até hoje... Um envelope azul aparece debaixo da minha porta, minha mãe se surpreende. Era para mim e minha irmã.

Abriu e lá estava ela... A carta da Emília. O mais engraçado que dias depois, assistindo o episódio Gato Félix, do Sítio do PicaPau Amarelo, o Visconde tem uma brilhante ideia com o Pedrinho e joga a cartola no chão. Close no Visconde sem chapéu.

Sai pela casa gritando para minha mãe: "Mãe, mãe... O Visconde tirou o chapeu!"  Aliás se alguém tiver essa cena, favor postar no YouTube para eu recordar esse momento tão feliz da minha infância.

Obrigado!

VAMOS OUVIR NOSSOS JOVENS

É inquestionável que para um futuro melhor e digno ao nosso Brasil é garantir a cultura ao povo. E, principalmente, aos jovens que estão iniciando o seu poder de participação nas decisões do nosso País. Já votam a partir dos 16 anos. E daqui a pouco terão outros benefícios que se adequem as suas idades.

O jovem é revolucionário por natureza. Ele não precisa ser “rebelde porque o mundo quis assim”, mas está sempre trazendo o novo, a esperança e olhares nada metódicos que possam ajudar muitos homens a reverem seus conceitos.

É preciso ouvir mais esses jovens com atenção e carinho e saber-lhes ensinar com amor e paciência. E a cultura é um belo caminho. Incentive-os a ler mais histórias, reportagens, artigos. Ajude-os a ter consciência de ter e de ser o diferencial nas suas opiniões. Ajude-os a entender que a mansidão e a retórica são essenciais para um bom debate, para o crescimento profissional e no amadurecimento.

Mostra a eles como o teatro é bom, onde a magia e a crítica se misturam. Ver bons filmes, bons programas de TV e ler. Ler muito. Na internet temos diversas páginas interessantes com ótimos conteúdos. Não deixemos de acreditar que os jovens só querem ler revistas “teen” e assistir Malhação.

Na TV, os conteúdos dos programas estão começando a mudar. Temos o “Altas Horas” com um conteúdo inteligente.

Creio que com boas ações, exemplos, palavras e uma boa dose de cultura, o nosso País terá jovens capazes de mudar esse pensamento mesquinho de muitos brasileiros: o de querer levar vantagem em tudo.

sábado, 9 de abril de 2011

"MACHO MAN": garantia de boas risadas




Há muito tempo eu não ria pra valer com um humorístico da Rede Globo. Lembro de boas gargalhadas com o saudoso Sai de Baixo, com as peripécias dos Normais, com Os Trapalhões e os primeiros anos da Grande Família. Mas, ontem, no primeiro episódio de "Macho Man", voltei a rir com a Globo.


Jorge Fernando, com o personagem título, estava excelente. Um gay carismático que se descobre "ex-gay". Com caras e bocas na medida certa e o tom certo para a comédia. Marisa Orth não ficou atrás. Apesar de lembrar um pouco a personagem de Toma Lá, Dá Cá, ela segurou bem a parceria com Jorge Fernando e completou esse time, que junto com os autores Alexandre Machado e Fernanda Young (Os Normais), poderão fazer o "Macho Man", o programa humorístico do ano.  


O Programa


Com características visíveis do  Os Normais, a série conta a história de um ex-gay. Depois de levar uma "sapatada" na cabeça, o personagem de Jorge Fernando começa a se interessar por mulheres. Ele entra em desespero e pede ajuda à personagem de Marisa Orth, que é uma ex-gorda, e está preocupada em ajudar o amigo e arranjar o seu príncipe encantado. Em uma das engraçadas cenas do primeiro episódio, a personagem de Marisa Orth tenta mudar o estilo do ex-gay com uma calça "para homem". E ele solta a pérola: "Calça caqui? Eu virei hetero, nao virei cafona!" 


Com certeza, se manter a mesma linha do primeiro episódio, o programa poderá nos fazer rir nas noites de sexta-feira e iniciarmos o nosso final de semana com mais leveza. 

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Caminhar contra o vento: mescla a inocência e os desafios da juventude


O jornalista e escritor Alexandre Lana Lins aceitou fazer essa rápida entrevista pelo Skype. A tecnologia nos ajudando.  Li o livro “Caminhar Contra o Vento” e queria bater um papo com o seu criador. Li a história em um dia e me envolvi com cada personagem e seus dramas. Apesar de parecer um romance leve, a história nos leva para uma abordagem cada vez mais tensa, que é notícia no nosso dia-dia. Enfim, como o próprio autor define, “Caminhar Contra o Vento” , pode ser o estímulo à leitura para muitos jovens.

Confira a entrevista!

Paula Adriane
Estudante de Jornalismo.


1)      Como surgiu o “Caminhar Contra o Vento?”

Desde pequeno escrevo, sempre gostei de escrever.  Aos 16 anos, queria colocar no papel um pouco do que eu vivi e senti no início da minha adolescência. Então, escrevi o Caminhar. Já com 31 anos, resolvi reescrevê-lo pimentando a história com um romance policial.  Além desse tema, acrescentei a história do Reginaldo com o Transtorno do Pânico e do universo gay. Os preconceitos e como os jovens, hoje, vivem com seus amigos gays. Acho que Caminhar foi uma mistura dos anos 90, com os anos 2010. E com pitadas dos anos 80. O livro é um grande universo, com várias histórias e várias discussões. Poderia ter rendido dois ou três livros, se a narrativa fosse mais aprofundada.

2)      Por isso a narrativa corrida?

Tenho pressa para escrever. As ideias veem e as coloco rápido no papel. Na hora de revisar, mudo pouca coisa. Não quero atrapalhar e interferir no que a minha imaginação me preparou.  Caminhar é uma leitura fácil e rápida. É lido em uma sentada, claro, se o leitor gostar da história.  Não espero que Caminhar seja o livro marcante da vida dos jovens, mas que seja a iniciativa para outras leituras.

3)      O que realmente mudou no Caminhar dos seus 16 anos e dos seus 31 anos?

A maneira de ver o mundo, lógico. Estou mais velho e minha escrita amadureceu um pouco. A história ficou mais dramática, mas não perdeu a suavidade de um olhar adolescente. Além disso, me propus a discutir temas profundos, sem perder a essência da história original. O Caminhar dos meus 16 anos está nitidamente exposto, ao contrário do Caminhar que surgiu agora, que ainda está muito tímido.

4)      Como assim?

Temas como a homossexualidade e Transtorno do Pânico foram discutidos levemente.  Foram complementos de uma narrativa em torno dos jovens e suas descobertas.  Não foram os temas principais do livro, mas também não foram meramente jogadas.  No entanto, a inocência da narrativa de 1993 sobressaiu.

5)      Por que você seguiu esse caminho?

Não queria que o Caminhar se tornasse um livro denso. Tanto que o humor está a todo o momento presente.  Temos o gay estereotipado com a interpretação do André, mas temos o gay sensível, romântico, amigo. Aquele que a turma descobre no decorrer da trama. No livro tem essa linha tênue, entre o exagero, a comicidade e o real. Se é que dá para trabalhar com o “real” num livro de ficção.

6)      Mas parece que a história de Reginaldo, com o Transtorno do Pânico, fugiu a essa regra...
Não tinha como falar do Transtorno do Pânico com humor. Reginaldo é um personagem sofrido.  O personagem gay, não... Ele aceitou bem a sua homossexualidade e queria ser feliz. Reginaldo não era feliz. Tinha pânico. Ele queria descobrir o porquê de seu transtorno, ao mesmo tempo, em que se apaixonava verdadeiramente pela primeira vez. 
7)      E a história policial? De onde veio?

Veio da primeira versão, em 1993, mas foi aprofundada com notícias do nosso dia-a-dia. A prostituição, as drogas estão nos jornais todo dia, infelizmente. Queria contar essa história, mas sem pesar na mão. Deu agilidade ao livro, apesar de ter ouvido que a história em si não precisava disso. Mas, no final, o próprio “romance” entendeu que era necessária essa abordagem para chegarmos a um desfecho.  Ela não ofusca outras tramas do livro. Apenas complementa.

8)      E o próximo livro?

Um romance juvenil para adulto. Narrativa mais tranqüila, apesar das ideias correrem no papel. Uma bela saga, que mistura o Brasil dos anos 50, 60 com a minha infância no interior nos anos 80. Estou escrevendo desde 2008. Quero terminar esse ano.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Rebecca Black: a "sensação" da Internet no momento

73678738 ... Sim! 73 milhões, 678 mil e 738 pessoas já viram o clip dessa jovem chamada e, já conhecida virtualmente, Rebecca Black. Na revista Época desta semana, a jovem foi matéria e destacou-se a produção do vídeo e a voz  pouco audível. Em diversos comentários no Youtube, um destaca-se: " Nós não temos te odiamos porque você é famosa. Você é famosa, porque nós te odiamos". Tadinha...
A Música? Chama: Friday e conta os momentos tediosos de uma pré-adolescente da cama ao ponto de ônibus.
Pois é... Aguenta aí!


quarta-feira, 30 de março de 2011

Irmãos Coragem em DVD




A primeira novela gravada em uma cidade fictícia e que atraiu a audiência dos homens, está de volta em DVD. Quem viu o clássico em 1970, pode rever as aventuras dos Irmãos Coragem. Quem conhece a história de sucesso da novela de Janete Clair poderá ver agora em DVD.


quinta-feira, 24 de março de 2011

O tombo de Jô Soares

No programa de ontem, Jô Soares levou na brincadeira o seu tombo. E nos fez rir com suas boas tiradas.

Confira!

domingo, 20 de março de 2011

Sílvio Santos é careca!

Mais uma vez a menina prodígio Maísa aprontou das suas com o seu patrão Silvio Santos em seu programa dominical. Perguntou a ele se ele usava peruca. Como não deu atenção, a menina aproveitou que o apresentador estava sentado e foi tirar as próprias conclusões. Puxou o fio de cabelo do apresentador e uma mecha se levantou. Se é ou não peruca, ainda é mistério.

O engraçado dessa história, que o próprio Sílvio ri, é que foi ele que ajudou a criar esse boato. Afinal, Sílvio é careca ou não? Para muitos ele é e usa uma boa peruca para disfarçar a calvície.


Tudo começou em 1971, quando o jornalista Palácido Manaia Nunes foi chamado para assumir a direção da revista Melodias. Na época, a revista que cobria o mundo artístico, passava por dificuldades financeiras e ameaçava fechar. Então, Palácido conversou com o Sílvio a respeito da revista. Assim, o patrão autorizou que o jornalista publicasse uma foto sua totalmente careca na capa, por meio de uma montagem muito bem feita. O público se assustou e em todo o Brasil, o coro era o mesmo: Sílvio Santos é careca!


A revista chegou a 500 mil exemplares e se firmou, ganhou público novo e conseguiu superar a crise. O fato é que até hoje todos questionam se o Sílvio é careca ou não. Bom, o homem já está com quase 80 anos e é bem possível que o cabeleireiro dele, o Jassa, deve usar artifícios para que o cabelo do apresentador fique mais vistoso e cheio.


Bem, agora Sílvio além de segurar a voz da menina Maísa, ele terá que segurar sua poderosa mãozinha. Cuidado Sílvio, com a Maísa!





sábado, 19 de março de 2011

ANÁLISE DA NOVELA “O CLONE” ATRAVÉS DAS IDÉIAS DE ADORNO E MORIN SOBRE INDÚSTRIA CULTURAL.


                 Para Adorno, Indústria Cultural e Cultura de Massas são sinônimos. Porém, Adorno utiliza da palavra Indústria Cultural em seus estudos devido o aspecto industrial e o excessivo consumo que ela pode trazer.
                   Veremos alguns conceitos de Adorno analisando a novela “O Clone” e depois veremos algumas idéias de Morin sobre a Indústria Cultural utilizando o mesmo produto.
                   Adorno diz que a indústria cultural nos leva ao consumo. Há uma criação de diversas marcas para o consumo. A novela O Clone têm vários exemplos de impulso ao consumo. O primeiro delas, o CD que contém a trilha sonora. As músicas que embalam os romances de Jade, as cenas em Marrocos e no Rio de Janeiro. A abertura da novela que é repetida todos os dias como um hino são anunciados em comerciais da própria emissora e vendidos em CD que é produzido pela Som Livre, braço direito das Organizações Globo no mundo fonográfico. O consumo está presente nas roupas e nos objetos que as personagens usam. A Globo, no término da novela, põe a venda estes produtos no seu site Globo.com ( onde há outros produtos da emissora) para os internautas. Além disso, durante a exibição da novela o público é levado a repetir a moda de seus personagens favoritos e o comércio fabrica roupas, brincos, móveis para venderem. O consumidor é manipulado e arte se torna uma mercadoria.
         O sucesso da novela O Clone o faz estar no imaginário da maioria dos brasileiros o tempo todo. Em algum momento se discuti sobre o encontro do Clone com o seu “irmão original”, a beleza de Jade e a discussão sobre as drogas que a personagem Mel inseriu na novela.
         A beleza da atriz Giovani Antonelli, a Jade, é um exemplo do que o Adorno chamava de vedete. A indústria Cultural necessita de uma vedete para ajudar vender seu produto. Na novela, há vários exemplos de vedetes. A jovem Débora Fallabela, a Mel, é uma jovem bonita que está nos padrões aceitáveis dentro de uma cultura que cultua a beleza como sinônimo de sucesso e conquista.
         A cultura de massa é maquiada para Adorno. O núcleo pobre da novela das oito nos mostra personagens felizes, com roupas aceitáveis pelo Padrão Globo de Qualidade. Bordões são inseridos para que o público os repita e, assim, a novela estará ainda mais fixado em suas cabeças. Ora, o brasileiro é um povo feliz e pacífico, mas passam fome, lutam para conquistar qualquer  quantia em dinheiro e não estão o tempo todo arrumados e bem humorados criando bordões. O mundo real não pode ser representado na TV, porque isto assustaria o público da novela. Eles querem assistir o imaginário, o bonito e o que seria ideal para sobreviver neste país.
         Esta distorção do real é, também, vista claramente no clone perfeito que surgiu na novela. Até neste exato momento nenhum cientista fez um clone humano e não se sabe se será uma “criação” perfeita como o da novela. E outro detalhe: será que um clone humano teria recordações do passado da sua “matriz”?
        
MORIN E A INDÚSTRIA CULTURAL.

         Vamos analisar algumas idéias de Morin que somam-se perfeitamente com os conceitos de Adorno.
         A novela O Clone é claramente um produto da mídia, da Rede Globo, que está exposto a 60 milhões de brasileiros todos os dias. Uma vitrine perfeita para mudar valores, acrescentar outros e que tenhamos uma visão de mundo de acordo com os produtores desta emissora. Portanto a autora de O Clone, Glória Perez, não pode escrever sozinha uma novela com tanto poder de persuasão.  
Ela é pressionada pelo ibope o todo tempo, muda a sua criação em função da aceitação do público e dos índices de audiência que é o valor mais importante de uma emissora de TV. “O autor (...) tende a se desagregar com a introdução das técnicas indústrias na cultura. A criação tende a se tornar produção.”(p.29). Fugindo um pouco de O Clone e voltando em 1989, quando a Globo exibia O Salvador da Pátria, em um ano eleitoral, os brasileiros estavam votando novamente para Presidente; o autor Lauro César Muniz que matava o seu personagem Sassá Muttema( um político corrupto e ditador) foi pressionado pela direção da Globo que mudasse tudo. A personagem de Lima Duarte ficou honesto, decente e carismático de uma hora para outra e terminou feliz ao lado de sua amada.
         Outra idéia que o Morin cita na página 25: “(...) A indústria cultural precisa de unidades necessariamente individualizadas. Um filme pode ser concebido em função de algumas receitas-padrão( intriga amorosa, happy end) mas deve ter sua personalidade, sua originalidade, sua unicidade.” Bom, podemos transportar estas idéias para o produto que estamos analisando. A Mel, têm uma grande chance de terminar bem, conscientizada do perigo das drogas,  viver feliz com seu namorado e sendo um exemplo de perseverança na luta contra as drogas. Um perfeito final feliz. Isto acontece no nosso dia a dia, mas há outro final menos feliz para outros viciados. E , possivelmente, este outro exemplo como a morte de um drogado será retratado em um personagem menor e menos carismático da novela. Não pode tirar um final feliz da mocinha que tem os padrões de beleza cultuados pela sociedade e que tem um bom padrão de vida.
         Outro ponto defendido pelo Morin em que se dá a perda da hegemonia do autor com sua obra é o que ele chama de Zona Central. Tudo que faz sucesso está no centro da mídia. E para que o produto continue fazendo sucesso, o autor está sendo obrigado a dividir a sua obra com a máquina industrial que se tornou a cultura. A novela é fruto das idéias de Glória Perez , mas é escrita por diversas mãos de acordo com os interesses da Globo.
         Há de ressaltar uma diferença na novela O Clone, vemos uma tentativa de alertar os jovens sobre o perigo das drogas e a própria mídia divulga que 445 dependentes da droga procuraram o Conselho Estadual Antidrogas no final de abril. Até março, os números eram de 215. Esta pesquisa foi feita pelo Jornal do Brasil de 03 de maio. Por outro lado, vemos a Globo aumentar seus lucros e seu poder de influência com a revista Época de 06 de maio que retrata na capa, como matéria principal, “A TV CONTRA AS DROGAS”, mais uma forma de vender o seu produto principal, O Clone, e aumentar as vendas de sua revista semanal. Fazendo do público, um consumidor foraz e menos crítico. Já que a TV propõe aos telespectadores algo aceitável e mastigável. Problemas que serão esquecidos depois do fim da novela. Problemas que apenas servem para vender.

TITITI foi uma grande metalinguagem

O "remake" Tititi terminou na última sexta-feira (18) alcançando 40 pontos no horário das sete da noite. Número bem superior o que a novela das nove apresenta hoje. Mas isso se deve ao histórico do produto. Além de ser baseado em um grande sucesso de Cassiano Gabus Mendes, de 1985, a novela refeita por Maria Adelaide Amaral, usou e abusou do humor e da metalinguagem.

Tititi em todo momento fez referências a outras novelas de grande sucesso da Rede Globo e trouxe de volta personagens que estão na memória dos telespectadores. Com a falta de criatividade e ousadia das novelas atuais, Tititi se saiu muito bem e faz a Globo pensar em outros "remakes" como Cambalacho (1986), de Sílvio de Abreu. Mas não adianta só reescrever, tem que ser ousada como Tititi.


terça-feira, 15 de março de 2011

Poluição visual marca a volta de CQC

Ontem assisti a estréia da nova temporada de CQC. Gostei das matérias, do Oscar Filho no Proteste Já, da sintonia dos apresentadores na bancada. Mas algumas coisas não me agradaram... O cenário, a abertura e a vinheta estão demasiadamente poluídos. Muitas informações, muitas cores e "mensagens subliminares" entre uma cena e outra.

Se você não viu confira o programa na íntegra aqui...




E um vídeo com a suposta "mensagem subliminar".

segunda-feira, 14 de março de 2011

SONS

Pinga, pinga, pinga...
Escuta...
O que foi, mano?
Tamo sozinho...
Escuta...
Os pingo faz companhia pra gente.

Bububuzina!!!
Tô com fome.
Pão.
Acabô. Tô com fome.
Leite.
Quero chorar.
Mas seu choro é abafado pelas buzinas do carro.
Que adianta?

Ven...ven....ta.
Tô com frio.
Cobertor.
Não. Carinho.
Olhe.
Cobertor?
Minha pele tá enrugada.
É o frio.

Pa...pa....passos.
Tô com medo.
Me abrace.
Ocê também tá?
Medo. Muito medo.
Quem será?
Num é nossas mães.
Feche os olhos.
Tô com medo.

Metraaaaalhadora!
Proteção.
Debaixo da ponte.
Deus!
Lata de lixo.
Mãezinha... ram, ram.
Foge. Foooge.

Tiro!
Sangue!
Será que o céu é o paraíso?
Não sei.
Deve ser melhor que aqui.
Lá, lá, lá, lá.
O céu é o paraíso. Escuta.

Sino, sino, sino.
É Jesus?
Um discípulo dele. Um padre.
Já morreu?
Te olhando.
Cadê Deus?

Tum, tum, tum.
No coração de quem ama.
Você ama?
Você, como meu filho.
Teu filho?
Meu irmão.
Teu irmão?
Te amo.

Mão quente,
Não tô no céu.
Onde tô?
Calma...
Paz...
Escuto o som da paz.
Solidariedade.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Terremoto e Tsunami no Japão

Quem nunca viveu um "Sonho de Ícaro".

Quem viveu intensamente os #Anos80, encantou-se com Sonho de Ìcaro. Quando não existia o conceito música brega. Música é música... Se emociona,é porque vem da alma.

Curte aí!




Voar, voar
Subir, subir
Ir por onde for
Descer até o céu cair
Ou mudar de cor
Anjos de gás
Asas de ilusão
E um sonho audaz
Feito um balão...
No ar, no ar
Eu sou assim
Brilho do farol
Além do mais
Amargo fim
Simplesmente sol...
Rock do bom
Ou quem sabe jazz
Som sobre som
Bem mais, bem mais...
O que sai de mim
Vem do prazer
De querer sentir
O que eu não posso ter
O que faz de mim
Ser o que sou
É gostar de ir
Por onde, ninguém for...
Do alto coração
Mais alto coração...
Viver, viver
E não fingir
Esconder no olhar
Pedir não mais
Que permitir
Jogos de azar
Fauno lunar
Sombras no porão
E um show vulgar
Todo verão...
Fugir meu bem
Pra ser feliz
Só no pólo sul
Não vou mudar
Do meu país
Nem vestir azul...
Faça o sinal
Cante uma canção
Sentimental
Em qualquer tom...
Repetir o amor
Já satisfaz
Dentro do bombom
Há um licor a mais
Ir até que um dia
Chegue enfim
Em que o sol derreta
A cera até o fim...
Do alto, coração
Mais alto, coração...
Faça o sinal
Cante uma canção
Sentimental
Em qualquer tom...
Repetir o amor
Já satisfaz
Dentro do bombom
Há um licor a mais
Ir até que um dia
Chegue enfim
Em que o sol derreta
A cera até o fim...
Do alto, o coração
Mais alto, o coração...(2x)

quinta-feira, 10 de março de 2011

Repolho prevê fracasso de "Morde e Assopra"


Repolho, o cachorro adivinho, depois de comer a última ração do seu pote, viu nos farelos que sobraram da comida que a nova novela das sete da Globo, Morde e Assopra, terá dificuldades em conquistar o público que gosta de assistir as novelas da Globo. E Repolho viu mais: que a novela da Record, a versão brasileira de Rebelde, vai incomodar a concorrência.

Repolho ainda me alertou que a ração acabou e que gostaria de comer mais, com seus latidos ferozes de um Fox Paulistinha na melhor idade!

terça-feira, 8 de março de 2011

O que seria do mundo sem as mulheres?

Teríamos as lágrimas que sensibilizam o coração do homem?
Não teríamos os afagos que tranqüilizam o homem e
a ternura que pacifica a mente de um homem.

Essas mulheres...

Que sentem a dor da luz com os brilhos nos olhos,
Oferecendo ao mundo a esperança e a mudança,
Que educa, orienta e oferece o seu amor ao filho e depois, com lágrimas nos olhos, com o coração despedaçado, entrega o seu filho ao mundo, mas com a firmeza e a tranqüilidade de uma mulher batalhadora, que sabe, fez a sua parte!

Essas Mulheres...

Que lutam, trabalham e colaboram para que o nosso país seja uma grande nação,
E fazem isto com competência sem esquecer da bela sensualidade,
da voz carinhosa e do olhar materno.

Sensíveis?

Extremamente sensíveis?

Não... Não podem ser diferentes, pois a mulher é decidida e veloz, mas extremamente sensível...No toque, no olhar e no falar mesmo quando estão ali no comando!

O mundo sem as mulheres seria triste, pequeno, sem poesia, sem canção, sem cor... E, claro, sem amor!

sexta-feira, 4 de março de 2011

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

QUEM CONTA UM CONTO, AUMENTA UM PONTO

Meus amigos, esta história que vou contar aconteceu lá pras bandas de Piranga... O homem que morreu, mas não morreu. Como assim? Vou-lhes contar... Eis que Munivaldo, homem rico da região e dono da única padaria da cidade, abria todo santo dia o seu estabelecimento e atendia a todos com muito gosto. Podia chover canivete que Munivaldo estava em sua padaria com os pães quentinhos.  Só respeitava os dias santos, pois era muito religioso, e não abria a padaria.
Mas uma data apareceu em sua vida e Munivaldo teve que respeitar. A formatura do seu filhão no colegial. Foram mortos dois porcos e vinte galinhas, além de muito feijão tropeiro. Era festa para cidade toda! Mas antes, Munivaldo e sua família tinham que ir a cidade vizinha, onde seria a formatura do primogênito. Ele e sua esposa foram primeiro e deixou o outro filho fechar a padaria no início da tarde.  O jovem fechou a porta e não colocou nenhum aviso... Eis, que isso deu pano para manga.
Munivaldo e sua esposa já estavam na outra cidade e seu filho, que fechara a padaria, saiu de casa para pegar o primeiro ônibus e ir ao encontro da família. Quando este assustou, um bêbado perguntou por que a padaria estava fechada. Aqui nunca acontecera antes. O jovem respondeu com pressa:
- O Pai ...
Eita, que o bêbado não esperou o menino terminar a frase e ficou doido! Cantou pra cidade toda que Munivaldo tinha morrido. O povo se juntou em frente à padaria em busca de alguma notícia. Logo o Munivaldo, homem bão, trabalhador, dono da única padaria, foi até vereador... Morreu de quê? Onde seria o enterro? E a família? O primo de Munivaldo ligava para o celular do morto e este não atendia. Liga para o celular dos filhos e não atendiam. 
A notícia, a cada esquina, ganhava uma versão. Munivaldo morreu de emoção, pois o filho estava formando... Foi picado por uma cobra, enfartou quando viu todos os 200 pães da manhã queimados... Morreu dormindo, enquanto dava um cochilo depois do almoço.
Eita que o povo já rezava o terço em frente à padaria, enquanto esperavam notícia. Até que o primo do morto conseguiu falar com o filho mais novo que já estava na Igreja, na formatura do irmão.
- Como você está? – perguntou o primo.
- Tô bem... Estamos muito emocionados.
- Ficam calmos... Deus conforta.
- Como?
- E seu pai?
- Está aqui do meu lado...
- Entendo, mas é só o corpo. Ele está com Deus, na paz eterna...
- Como?
- E sua mãe?
- Muito emocionada...
- Pudera, viúva tão nova!
- Ô primo... Que conversa é essa? Quer falar com meu pai?
- Meu filho eu sou católico, não sou espírita...
O menino passou o telefone para Munivaldo.
- Ô primo! Você não vem?
- Não, tô muito novo... Munivaldo!
Quando Munivaldo explicou onde estava, o primo caiu na gargalhada.  Quando Munivaldo soube a notícia que se alastrava em Piranga, ele caiu na gargalhada. Enquanto, a cerimônia não começava, Munivaldo enxugava as lágrimas de tanto gargalhar. O primo foi até a multidão, que estavam rezando em frente à padaria, gritou:
- Parem de rezar pro homem! Ele está mais vivo que nóis tudo aqui.
E explicou toda a história... Aliviados, todos voltaram para casa. E o bêbado gritava nos quatro cantos de Piranga: “Milagre, Munivaldo ressuscitou! Glória a Deus!”.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

QUANDO O PODER SOBE A CABEÇA

O poder, realmente, não pode ser conquistada por algumas pessoas. È um perigo. É o início do reinado da solidão e do autoritarismo. E isso acontece com indivíduos que atingem as primeiras hierarquias de uma grande empresa, do poder público e até mesmo de lojas de grande e pequeno porte.

Semana passada, eu presenciei um ego inflamado e um autoritarismo com a arrogância de um rei nu. Em uma grande loja de esportes do principal e mais antigo shopping de Belo Horizonte, estava com meu irmão fazendo uma pequena compra. Um grupo de vendedores estava conversando animadamente, já que tinham poucos clientes na loja. Eis, que levo um susto com o gerente  gritando com os jovens: “ Ei, vocês” Que isso! Tem um no celular, outro no computador. Se não tem clientes, vão para o almoxarifado arrumar caixas!”.

Falou de uma maneira mal educada perto dos clientes que visitavam ou compravam na loja. O que era pior? Presenciarmos jovens conversando alegremente, enquanto esperavam por clientes, ou ver uma bronca de um gerente? Perguntei a um vendedor, como era feito o pagamento naquela loja. Eles ganham por comissão. Não tem salário fixo. Ora, então, o que eles fariam em um almoxarifado?

Já no caixa, uma simpática moça tira uma lata de refrigerante para beber. Foi rápida, não me incomodou. Mas o gerente estava lá e gritou, mais uma vez: “ O que é isso?”. A menina, coitada, quase engasgou com o refrigerante e me pediu desculpas. Ora, não foi nada. O pior pensei comigo, foi a grosseria daquele gerente.  Este, depois da bronca, colocou a mão no bolso e foi verificar o que os rapazes estavam fazendo. Deu um olhar fulminante em um e este só não caiu morto no meio da loja, pois o seu santo era muito forte.

Está certo que disciplina é necessário em qualquer lugar de trabalho, mas o autoritarismo e a falta de respeito com os vendedores e clientes (que presenciam cenas como estas) devem ser levados em consideração. Um sorriso no rosto e um toque no ombro do vendedor seria muito mais útil e educado: “Aqui, vamos falar baixo... Tem clientes na loja”. Ou, depois, de uma maneira despistada. “Aqui, toma o refri quando não tiver atendendo, ok?”.

É isso que falta aos líderes. Capacidade de liderar. Formação cívica e generosidade nas palavras. E, principalmente, educação.

A MORENA E O BOI-BUMBÁ

Era o ano de 1950, um velho e conhecido fazendeiro de Piranga acabara de ficar viúvo. A dor que sentia de ver o seu grande amor ir embora, o deixava deprimido, sem vontade de andar pela sua fazenda e conduzir  o comando de sua vida. Conhecido por todos pela sua bondade e riqueza, distribuía a todos os pobres carinho e conforto. Não foi a toa que o funeral de sua esposa ficou cheio. Parece que a cidade estava ali em peso. Desde os pobres até os políticos e os mais influentes da cidade.

Viveu com a sua esposa durante 25 anos. Não tinha notícia em Piranga que ele o traia e nem mesmo ela... Hum... E nem podia! Ela esteve doente por muitos anos e foram anos que o velho fazendeiro dedicava a sua amada. Sempre com carinho e dedicação. Era um amor muito lindo, no qual ele sentiria um canalha se traísse a confiança dela. Até em pensamento.

Não que ele não tinha desejos, mas ele soube controlar. Entregou-se no trabalho e nos problemas diários e se satisfazia vendo o seu patrimônio crescer.

Maldita hora que ele contratou uma morena linda que completara 18 anos. Cabelos cacheados, corpo definido, olhos de jabuticaba e um sorriso perfeito. Usava um vestido de chita e dançava com Boi-Bumbá as musiquinhas de roda. A saia rodava e os homens ficavam encantados com a sua beleza...Aquele fazendeiro que acabara de complentar 55 anos, tinha o seu charme... Mas a vaidade sumiu com a sua vida, o seu amor incondicional à sua esposa e  ao trabalho.

Quando chegou o tempo de colher o feijão, o velho fazendeiro entrou em sua ampla sala e sentou na cadeira de balanço. Seis meses se passaram... A morena entrou na sala e com um sorriso travesso perguntou se queria almoçar. Era assim todo dia. Olhares... Nos últimos meses um desejo louco por ela. Mas e a sua esposa? O amor que nutria por ela? Poderia amar outra? Mas logo essa moreninha, que tem idade para ser sua filha? Num domingo, o dia sagrado para aquele povo, o senhor fazendeiro (que agora se cuidava), esperou a moreninha entrar na sala e o chamar para o almoço.

Longe ouvia o povo cantando com o Boi-Bumbá que estava se aproximando da fazenda. O fazendeiro e a moreninha aos beijos, logo estavam na cama. Lá fora, o povo chamando a todos para verem a passagem do boi. Na fazenda, o fazendeiro beijava a moreninha e esta correspondia à sua paixão. O boi lá fora e um homem tomado pelo desejo na cama com a morena. Ele olha a porta de seu quarto e vê sua esposa. Chorando... Com uma rosa na mão. Sentiu um calafrio. Fez um gemido... E morreu. Morreu ao lado da morena que o chamava desesperadamente.

Foi encontrado morto na cama, de pijama. Coitado... Morreu dormindo.

No velório, todos conversavam e os pobres choravam. Perderam um grande padrinho. Os filhos chegaram da capital e não entendiam a morte súbita do pai. Quando o padre fez a última oração, a moreninha entrou na sala com uma rosa na mão. Colocou sobre as mãos do morto fazendeiro e beijou a sua testa.
Tampou-se o caixão e a morena saiu correndo pela fazenda chorando... Chorou até ver o Boi-Bumbá pelas estradas de terra... O seu vestido rodava, ela sorria e os homens a desejavam...

QUANDO O CRISTAL SE QUEBRA...

Genisclelto nunca amou na vida. E nem sentia falta. Quando entrou na adolescência fugia das meninas como fugia da cruz. Não, ele não era gay. Ele apenas temia ser dispensando pelas belas morenas, belas loiras e belas ruivas que ele tanto desejava. Já com seus dezoito anos, na flor da juventude e no ímpeto de amar, começou a se apaixonar. Porém, ele se apaixonava pelas meninas que nunca o olharam. E ele sabia disso. Na verdade, Genisclelto amava justamente a menina que ele não teria nenhuma chance. Justamente para não vivenciar um grande e forte amor. O verdadeiro namoro.

Os anos foram passados e Genisclelto se recusava a amar e gostar de alguém. Quando sabia que alguma jovem a desejava, ele não dava nenhuma chance para que eles pudessem se conhecer melhor. Ele ignorava e achava mil defeitos na moça. Era muito magra ou muito gorda. Era muito baixa ou muito alta. Tinha cabelo curto ou tinha cabelos longos. Enfim, Genisclelto queria viver a sua vidinha. Não queria compartilhar ela com ninguém.

Até que um dia, Genisclelto entrava no prédio da faculdade e esbarrou em uma bela moça. Ela sorriu, pediu mil desculpas. Ele, o mesmo. O refrigerante da moça tinha caído no chão e ele se propôs a comprar outro para ela. A bela moça aceitou e os dois sentaram em uma mesa na cantina da faculdade e iniciaram uma gostosa conversa. Genisclelto contava sobre os seus estudos, seus hobbies e de sua vida. E ela o mesmo. Tinham muitas coisas em comum. Empolgaram-se na conversa e quando perceberam, perderam o primeiro horário da aula.

Assim, todo dia eles se encontravam e conversavam muito. Genisclelto percebeu que o primeiro beijo logo sairia. E agora? Como seria esse beijo. Tantas vezes, como um adolescente, treinava um beijo falso em um copo cheio de pedras de gelo. Mas como isso estava mudando a sua vida. Assim, durante uma sessão de cinema, o primeiro beijo saiu. E Genisclelto se sentiu nas nuvens. Iniciaram um namoro.

Logo a bela moça estava freqüentando a casa do Genisclelto, estudavam juntos, faziam vários passeios. Genisclelto foi à casa da bela moça pediu o pai dela em namoro. Três meses se passaram  e a primeira noite de amor era inevitável. E até nisso os dois tinham em comum. Eram virgens. Ele fez questão de pagar um motel e a noite foi maravilhosa. Genisclelto estava apaixonado e ela também. E era um amor sem ciúmes, sem cobranças e com muito respeito. Resolveram construir juntos uma mesma vida. Genisclelto nunca imaginou que teria ao seu lado uma mulher tão especial.

Noivaram e marcaram o casamento para o próximo ano, Genisclelto estava juntando dinheiro para comprar o apartamento.   Um mês antes do casamento, os amigos de Genisclelto o chamaram para uma saída de despedida. Iriam a um bar e conversar. Colocar o papo em dia. Até que um deles percebeu que uma mulher olhava atentamente o Genisclelto e chamou atenção do amigo. Genisclelto não queria saber de confusão. Amava muito a sua noiva. “Que bobagem, é só um sexo casual... Depois que você casar esta vida vai acabar”. Genisclelto ficou balançado. Também, nunca teve outra mulher na vida. E a vontade de ter outras no seu “currículo” o encorajou. Aceitou...
Genisclelto amanheceu com a mulher ao seu lado e uma sensação ruim. Não a queria ali. Queria estar distante de tudo aquilo. Ele levantou correndo e não deixou a moça acordar. Retirou-se da casa dela e não sabia para onde ir. O celular dele toca e era a sua noiva. Um pânico invadiu a sua alma, como pôde trair a mulher que tanto amava. Como pôde deixar que uma única noite acabasse com tantos anos de respeito, companheirismo e muito amor.  Genisclelto não teve coragem de atender ao telefone. Encostou o carro em uma praça e sentou-se em um banco. Começou a chorar. Como iria olhar para a sua noiva? Como iria beijá-la? Como iria tocá-la? Como iria dizer em seus olhos que a amava tanto? Como iria dizer que a respeitava? Calafrios, suores, tremores... Genisclelto tinha acabado com o seu noivado, tinha perdido a mulher de sua vida. Mas era só não contar... Simples assim? Não, a consciência de Genisclelto não o deixaria em paz. Contar a verdade... Dizer que só foi uma transa e nada mais? Iria perdê-la. Com certeza. Genisclelto se sentiu em uma rua sem saída. Nada a fazer a não ser lamentar.

O celular toca novamente e ele resolve atender. Era a sua noiva novamente. A sua futura esposa que iria construir a sua vida e ter lindos filhos. Genisclelto colocou o celular no ouvido e ouviu a voz suave de sua noiva. E, também, sentiu alguém puxando o celular. Genisclelto se levantou e tentou correr atrás do ladrão, mas o jovem drogado deu três tiros no peito de Genisclelto e este caiu lentamente no chão da praça.  Pessoas se aglomeravam a sua volta e Genisclelto chorava. Chorava, não por estar morrendo, mas chorava por ter traído a confiança de sua noiva. O cristal quando se quebra, a magia e a beleza vão embora. Quando a ambulância chegou, Genisclelto estava morto. Genisclelto também se quebrou, a sua beleza e a sua magia não voltariam mais... Mas para a sua noiva, Genisclelto seria para sempre o seu grande e verdadeiro amor. Para sempre...