sábado, 29 de janeiro de 2011

Leandro Hassum tem humor inteligente na ponta da língua


Às vezes fico me perguntando como será a TV daqui alguns anos sem grandes humoristas como Jô Soares e Chico Anysio. Realmente, uma televisão sem graça. Sim, pois hoje fazer piada politicamente incorreta é condenável. Que é uma pena, pois quando não há exageros, o humor que brinca com o nosso dia-a-dia é muito engraçado. É como nos alertássemos que a vida tem que ser levada com bom humor.  Bom, toda essa reflexão veio ao ver o comediante Leandro Hassum no Programa do Jô.  Sim, um verdadeiro humorista dos novos tempos. Assim, como vários humoristas que estão surgindo na TV brasileira e que saem da mesmice dos bordões.

Leandro Hassum, aquele delegado medroso do Zorra Total, deu uma aula de humor politicamente incorreto com inteligência e sutileza. Falou desde religiões até de crianças sem cair no ridículo e sem, claro, ofender as crenças e as pequenas “Maísas” de nosso Brasil.  Interpretando ou conversando com Jô, Leandro Hassum nos mostra que tem a piada na ponta da língua.

Um dos momentos mais engraçados da entrevista, o humorista fala que morre de medo de barata. Cara! Eu achei que só eu ( entre os homens) que tinha medo. Ficava até com vergonha de dizer. Bom, não é medo  de que um inseto daquele possa te devorar. E sim, o medo da barata que sai das profundezas do esgoto e ao passear em você possa trazer diversos micróbios. Não seria nada agradável sentir aquele inseto passeando em seu cabelo, na sua perna e podendo chegar até a sua boca se ele resolver voar até o seu rosto.  Bom, Leandro Hassum diz que até dava pinta quando criança. Mas sempre teve pavor.

Outro momento muito engraçado, Hassum conta que foi a um centro de umbanda com a sua esposa. Ele diz ter pânico daquele ritual. Viu uma pipoca na entrada do centro e resolveu pegar um pouquinho, logo a sua esposa o xingava dizendo que aquilo era oferenda para os santos. Assim, Hassum disparava: “A pipoca tem que ser para mim, eu sou o convidado”.

 Piadas que falam sobre religião é um tanto quanto polêmica, mas Leandro Hassum brinca de forma consciente e alegre. Sem menosprezar nenhuma delas. Ele, por exemplo, procura até hoje o líder, que dentro de uma igreja católica, é seguido por todos para que no momento exato possam sentar, ajoelhar ou levantar. “Cadê o líder?”.

Em termos de humor, o Brasil está bem. Aliás, o que não falta no nosso país é conteúdo para novas piadas. 

Jornalismo não é uma profissão romântica do país das maravilhas


Foi o tempo em que ser jornalista é ter somente amor e prazer nas palavras e nas leituras. Ter somente paixão nos fatos e nas indagações e viver na boêmia. Ser jornalista hoje é muito mais do que isso. É conhecer e exercer a ética jornalística, conhecer a técnica de escrever para jornais, revistas, rádios, TVs e Internet. Saber usar os programas de edição, de montagem de um jornal. Saber discutir os fundamentos teóricos do jornalismo e relacioná-los com o cotidiano.

Ouvir duas fontes, pesquisar a fundo a matéria que está sendo escrita e pensar no coletivo para colocar uma matéria em destaque, em uma capa de revista ou no ar para que milhões de telespectadores possam ver e indagar as suas próprias dúvidas.

Liberdade de expressão? Que conversa é essa para boi dormir? E nunca houve a tal liberdade de expressão, desde que foi promulgada a Constituição de 1988? Há nos jornais seções como Opiniões, Cartas do Leitor e diversos artigos de pessoas especializadas, em diversas áreas, para que elas possam, no Estado democrático, escrever suas diversas opiniões. Ora, isso sempre teve. Não precisava terminar com a obrigatoriedade do Diploma de Jornalismo.

Quantos estudantes estão frustrados em suas faculdades. Quantos formados recentemente estão revoltados com tal situação. E as perguntas que se destacam são: Não é preciso estudar? Para que as universidades? Ora, se o próprio ministro Gilmar Mendes disse que essa decisão do STF vai abrir precedentes para que outras profissões não sejam exigidas o diploma, volto a perguntar: para que fazer faculdade?

Outro ministro do STF, Ricardo Lewandowski, disse que os concursos públicos não podem mais exigir o diploma específico de jornalismo como pré-requisito para o preenchimento de cargos. Ora, meu Deus! Estão colocando areia e cimento no diploma, no ensino de um País com uma educação pouco valorizada. Uma educação cuja a melhoria está sendo aclamada pelos professores, que são culpados pela má administração pública que trouxe o caos no ensino público.

Começou com o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo, daqui a pouco serão outras profissões e por fim, os jovens que já estão tratando o ensino médio com tanto pouco caso, não vão pensar em uma faculdade.

Brasil, mostra a tua cara! Vamos defender os jornalistas e seus diplomas e um jornalismo ético e pluralista. Não vamos abrir precedentes para que a educação e a cultura sejam desqualificadas nesse país que deseja sair do terceiro mundo.

Galeria de Personagens

Por Carla de Paula
            O escritor Alexandre Lana Lins tem um modo bem peculiar para nomear seus personagens em seus contos. Os nomes dados de início podem até parecer pitorescos, mas imprimem certas características e mesmo emoção aos personagens. Ao longo do enredo, vamos nos identificando, torcendo e gostando cada vez mais deles.
            Nesta galeria, você vai encontrar alguns destes inesquecíveis personagens e um pouco das suas histórias.
Vale lembrar que os mesmos são obra de ficção e qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência.

Petrônio: sujeito astuto, já na meia idade, gostava de reunir-se com os amigos do famoso Bar do Inhá-inhá lá pelas bandas de Piranga. Ali discutiam-se de política à religião. Bom de papo e de copo, apesar das tantas pontes de safena que ajudavam seu velho coração, Petrônio foi vítima das suas pingas e das idéias que as mesmas lhe inspiravam. Leia em “A coroa de flores e a morte” como foi o desfecho dessa história.

Lindério: rapaz jovem, trabalhador, namorado de Lucinha, com quem queria construir e melhorar seu futuro, pois viviam na periferia da cidade. E foi exatamente por viver na periferia, muitas vezes esquecida pelos governantes, que Lindério viu se esvair o seu sonho nas águas que brindaram 2009. Conto “Entre choros e risos, 2009 chegou”.

Maurílio: Jovem jornalista, dinâmico e perseverante, iniciava-se no novo emprego depois de tanta luta para se formar e tantos estágios. Como teste final, o redator-chefe incubiu-lhe de uma importante, mas também instigante reportagem: conhecer os segredos de Rosa da Noite, a melhor e mais procurada prostituta da cidade. Confira o resultado desse empreitada em “O jornalista e a prostituta”.

Sineudo: adolescente de 15 anos, vivendo todas as emoções desta fase ao descobrir o seu primeiro amor e o seu primeiro beijo. Mas não um amor qualquer: este era especial, mágico, único. Sineudo precisaria entrar no mundo da sua amada e descobrir outros sentidos, que não a visão, para estar mais perto de sua namorada. Em “Mistérios do primeiro amor” você se emociona com esta linda história.

Irieldo: outro jovem de 15 anos, desta vez mais recatado, dos idos de 1960, porém também apaixonado. Ainda não experimentara os lábios e os braços de sua amada, que não o percebia, mas teve a chance de conhecer uma mulher no dia do seu aniversário, quando o pai lhe presenteou com uma quantia em dinheiro e as instruções sobre a “melhor casa” da cidade. Irieldo foi, mas seu pensamento ficou em Juliana. “A primeira noite de um jovem” tem um desfecho inesperado, que vale a pena conferir.

Sr. Sabedoria: senhor distinto, muito sábio, como o próprio nome o diz, porém, vivia mendigando e contanto causos na praça de Piranga. Nos causos falava de histórias verídicas e fatos vividos em diversos países. Corria na cidade que Sr. Sabedoria já fora muito rico, mas perdera tudo com jogos, bebidas e mulheres. O fato era que as histórias que contava podiam ser verificadas nos livros. Até que um jovem resolveu desvendar o segredo desse senhor. Veja em “O mendigo rico” o que está por trás do senhor Sabedoria.

Girilson: jovem morador de Piranga, que desperdiçava suas noites nos bares e bancos da praça, para desespero de sua família. Tocado pelo oração, Girilson redime-se em favor de uma vida mais pacata e religiosa. Logo é aclamado Santo! Mas o equilíbrio necessário lhe falta e Girilson perde o que tem de mais valioso por acreditar-se santo. Em “O Santo homem bêbado” você lê essa história.

Sr. Feliz: morador da praça de um bairro da cidade, Sr. Feliz era um senhor alinhado, apesar das roupas maltrapilhas e sempre com um sorriso no rosto. Carregava consigo, além de uma foto com seu filho ainda criança, as lembranças de um tempo feliz antes da Guerra. Agora, vivia em outra cidade, sem família e sem casa, a procura de alento. Era Mila quem lhe trazia um pouco de alegria e alimento todos os dias, até que não mais o encontrou. “O velho homem da praça” sucumbiu à sua saudade. Vale a pena ler!

Perônio: rapaz apaixonado, sonhava em casar-se com sua namorada, que era uma linda e doce moça, mas filha de uma “generala”, que era como Perônio chamava sua sogra. Sogra daquelas brabas! Por isso mesmo, Perônio já decidira ir embora para longe depois do casório. Mas não contava com o adoecimento de sua sogra. Essa aventura você lê em

Rousvaldo: Jovem, talentoso e promissor jogador de uma cidade interiorana, contemporâneo a Pelé, acabou ganhando o mesmo apelido que seu ídolo.  Por suas incríveis atuações, ganhava cada vez mais prêmios, chegando a conquistar uma casa! Velha, mas era uma casa. Até que um dia machucou-se em um jogo e teve que se afastar dos campos. E aproximou-se das farmácias e dos remédios. Começa assim uma nova saga na vida desse jogador. “O jogador de futebol hipocondríaco” narra essa saga, com final surpreendente.

Fazendeiro: senhor de 55 anos abnegado esposo e patrão admirado pelos benesses para com seus empregados, vem assistir a morte da sua esposa em 1950. Foi um momento de muita emoção, já que ele a amava muito. Foram anos de dedicação enquanto a esposa sofria de sua doença, e o fazendeiro sempre ao seu lado, renunciando a qualquer outro prazer que não fosse o trabalho e a companhia de sua esposa. Mas agora ela se foi, e uma linda moça, no auge dos seus 18 anos desperta os prazeres adormecidos neste senhor. “Boi-bumbá, sexo e morte” conta essa história que envolve todas as emoções do seu título.

Úmero: mentiroso. Essa é o adjetivo que melhor qualifica Úmero. Nasceu, cresceu e viveu mentindo. Para a mãe, para as namoradas, para os amigos, sua rotina era criar histórias e depois rir da cara das pessoas. Sem emprego, usou da sua lábia para virar político. E enriqueceu. Mas depois foi deposto e seu castigo foi o esquecimento. Não suportando tal isolamento, Úmero resolveu pregar a grande mentira da sua vida. Você confere em “O homem que sabia mentir”.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Dica de Livro - Para entender o Transtorno do Pânico

A minha dica de livro hoje vai para a área da saúde.

Teve Síndrome do Pânico ou conhece alguém com o transtorno?

Indico esse livro. Um grande aprendizado! ( Clique no livro e saiba onde comprar).

Sílvio Santos cai de novo

Não é engraçado como a queda na piscina, mas Sílvio Santos se supera mais uma vez na sua boa forma ao cair no auditório e sair rindo e brincando com a situação.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Passione: O primeiro capítulo desvenda o mistério

Li numa entrevista recente do autor Sílvio de Abreu, que todo o mistério de Passione está respondido no primeiro capítulo. O assassino misterioso tinha dado dicas já no primeiro dia da trama. Bom, não tive a paciência de rever o primeiro episódio. Mas se você tiver paciência e quiser tentar desvendar o mistério que será revelado no capítulo dessa sexta (14), abaixo o vídeo da novela. E quem sabe, você, como bom detetive, descobre a misteriosa identidade do assassino.


Big Brother seminu, Brasil Pelado

Não quero ser radical ao falar do programa Big Brother Brasil 11, exibido pela TV Globo. Temos diversos canais abertos e TV por assinatura (para aqueles que podem ter esse conforto), portanto é sua escolha assistir ou não esse programa. Mas, em nome do bom senso, e da rica cultura brasileira... O que é afinal esse BBB?

A cena de hoje: as lindas modelos (já conhecidas no meio artístico) passando creme nos corpos seminus e os deixando expostos nas câmeras de TV. Elas sabem que a audiência vai subir, repercussões virão, e vários comentários (assim como o meu artigo) aparecerão na mídia. Por exemplo, a transexual Ariadna comenta que seus pêlos pubianos estão crescendo e incomodando para um rapaz e esse dá a dica para ela coçar. Eis que ela responde: “Coça pra mim”. Li esse cena em uma matéria de destaque na Internet. Que cultura!

E o mais triste é que posso me pegar assistindo esse circo televisivo, no qual a beleza paralisa os olhares dos telespectadores. O triste é que por trás dessa beleza existe a venda gratuita da mulher e de seus princípios.

Já estou sendo radical? Afinal, o que é bonito deve ser mostrado. Mas deve ser mostrado entre quatro paredes, em uma intimidade que é bonita, que é da nossa natureza humana. Ou então em uma cena que caiba o contexto do nu e do sexo, que faça parte da história que está sendo contada.

Esse BBB é para vender, óbvio. O BBB 11 pode ser visto como manipulação, venda de corpos seminus. Cadê os nossos artistas que poderiam cobrir o horário nobre com programas inteligentes e, até, engraçados. O BBB 11 não é engraçado. É o espelho de um mundo ilusório, no qual todos querem participar. É ter a todo custo à fama e a riqueza.

Antes que muitos me critiquem, digo: já vi outros BBBs. Dá para passar o tempo. Mas a insistência de um produto ruim (intelectualmente e no seu conteúdo) cansa qualquer um.

Posso até ver cenas do BBB 11, mas seria para saciar uma grande curiosidade: até quando esses programas vão chamar a atenção do público? Afinal, 40 pontos de audiência não são sinônimos de qualidade.