sábado, 29 de janeiro de 2011

Galeria de Personagens

Por Carla de Paula
            O escritor Alexandre Lana Lins tem um modo bem peculiar para nomear seus personagens em seus contos. Os nomes dados de início podem até parecer pitorescos, mas imprimem certas características e mesmo emoção aos personagens. Ao longo do enredo, vamos nos identificando, torcendo e gostando cada vez mais deles.
            Nesta galeria, você vai encontrar alguns destes inesquecíveis personagens e um pouco das suas histórias.
Vale lembrar que os mesmos são obra de ficção e qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência.

Petrônio: sujeito astuto, já na meia idade, gostava de reunir-se com os amigos do famoso Bar do Inhá-inhá lá pelas bandas de Piranga. Ali discutiam-se de política à religião. Bom de papo e de copo, apesar das tantas pontes de safena que ajudavam seu velho coração, Petrônio foi vítima das suas pingas e das idéias que as mesmas lhe inspiravam. Leia em “A coroa de flores e a morte” como foi o desfecho dessa história.

Lindério: rapaz jovem, trabalhador, namorado de Lucinha, com quem queria construir e melhorar seu futuro, pois viviam na periferia da cidade. E foi exatamente por viver na periferia, muitas vezes esquecida pelos governantes, que Lindério viu se esvair o seu sonho nas águas que brindaram 2009. Conto “Entre choros e risos, 2009 chegou”.

Maurílio: Jovem jornalista, dinâmico e perseverante, iniciava-se no novo emprego depois de tanta luta para se formar e tantos estágios. Como teste final, o redator-chefe incubiu-lhe de uma importante, mas também instigante reportagem: conhecer os segredos de Rosa da Noite, a melhor e mais procurada prostituta da cidade. Confira o resultado desse empreitada em “O jornalista e a prostituta”.

Sineudo: adolescente de 15 anos, vivendo todas as emoções desta fase ao descobrir o seu primeiro amor e o seu primeiro beijo. Mas não um amor qualquer: este era especial, mágico, único. Sineudo precisaria entrar no mundo da sua amada e descobrir outros sentidos, que não a visão, para estar mais perto de sua namorada. Em “Mistérios do primeiro amor” você se emociona com esta linda história.

Irieldo: outro jovem de 15 anos, desta vez mais recatado, dos idos de 1960, porém também apaixonado. Ainda não experimentara os lábios e os braços de sua amada, que não o percebia, mas teve a chance de conhecer uma mulher no dia do seu aniversário, quando o pai lhe presenteou com uma quantia em dinheiro e as instruções sobre a “melhor casa” da cidade. Irieldo foi, mas seu pensamento ficou em Juliana. “A primeira noite de um jovem” tem um desfecho inesperado, que vale a pena conferir.

Sr. Sabedoria: senhor distinto, muito sábio, como o próprio nome o diz, porém, vivia mendigando e contanto causos na praça de Piranga. Nos causos falava de histórias verídicas e fatos vividos em diversos países. Corria na cidade que Sr. Sabedoria já fora muito rico, mas perdera tudo com jogos, bebidas e mulheres. O fato era que as histórias que contava podiam ser verificadas nos livros. Até que um jovem resolveu desvendar o segredo desse senhor. Veja em “O mendigo rico” o que está por trás do senhor Sabedoria.

Girilson: jovem morador de Piranga, que desperdiçava suas noites nos bares e bancos da praça, para desespero de sua família. Tocado pelo oração, Girilson redime-se em favor de uma vida mais pacata e religiosa. Logo é aclamado Santo! Mas o equilíbrio necessário lhe falta e Girilson perde o que tem de mais valioso por acreditar-se santo. Em “O Santo homem bêbado” você lê essa história.

Sr. Feliz: morador da praça de um bairro da cidade, Sr. Feliz era um senhor alinhado, apesar das roupas maltrapilhas e sempre com um sorriso no rosto. Carregava consigo, além de uma foto com seu filho ainda criança, as lembranças de um tempo feliz antes da Guerra. Agora, vivia em outra cidade, sem família e sem casa, a procura de alento. Era Mila quem lhe trazia um pouco de alegria e alimento todos os dias, até que não mais o encontrou. “O velho homem da praça” sucumbiu à sua saudade. Vale a pena ler!

Perônio: rapaz apaixonado, sonhava em casar-se com sua namorada, que era uma linda e doce moça, mas filha de uma “generala”, que era como Perônio chamava sua sogra. Sogra daquelas brabas! Por isso mesmo, Perônio já decidira ir embora para longe depois do casório. Mas não contava com o adoecimento de sua sogra. Essa aventura você lê em

Rousvaldo: Jovem, talentoso e promissor jogador de uma cidade interiorana, contemporâneo a Pelé, acabou ganhando o mesmo apelido que seu ídolo.  Por suas incríveis atuações, ganhava cada vez mais prêmios, chegando a conquistar uma casa! Velha, mas era uma casa. Até que um dia machucou-se em um jogo e teve que se afastar dos campos. E aproximou-se das farmácias e dos remédios. Começa assim uma nova saga na vida desse jogador. “O jogador de futebol hipocondríaco” narra essa saga, com final surpreendente.

Fazendeiro: senhor de 55 anos abnegado esposo e patrão admirado pelos benesses para com seus empregados, vem assistir a morte da sua esposa em 1950. Foi um momento de muita emoção, já que ele a amava muito. Foram anos de dedicação enquanto a esposa sofria de sua doença, e o fazendeiro sempre ao seu lado, renunciando a qualquer outro prazer que não fosse o trabalho e a companhia de sua esposa. Mas agora ela se foi, e uma linda moça, no auge dos seus 18 anos desperta os prazeres adormecidos neste senhor. “Boi-bumbá, sexo e morte” conta essa história que envolve todas as emoções do seu título.

Úmero: mentiroso. Essa é o adjetivo que melhor qualifica Úmero. Nasceu, cresceu e viveu mentindo. Para a mãe, para as namoradas, para os amigos, sua rotina era criar histórias e depois rir da cara das pessoas. Sem emprego, usou da sua lábia para virar político. E enriqueceu. Mas depois foi deposto e seu castigo foi o esquecimento. Não suportando tal isolamento, Úmero resolveu pregar a grande mentira da sua vida. Você confere em “O homem que sabia mentir”.

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