sábado, 29 de janeiro de 2011

Jornalismo não é uma profissão romântica do país das maravilhas


Foi o tempo em que ser jornalista é ter somente amor e prazer nas palavras e nas leituras. Ter somente paixão nos fatos e nas indagações e viver na boêmia. Ser jornalista hoje é muito mais do que isso. É conhecer e exercer a ética jornalística, conhecer a técnica de escrever para jornais, revistas, rádios, TVs e Internet. Saber usar os programas de edição, de montagem de um jornal. Saber discutir os fundamentos teóricos do jornalismo e relacioná-los com o cotidiano.

Ouvir duas fontes, pesquisar a fundo a matéria que está sendo escrita e pensar no coletivo para colocar uma matéria em destaque, em uma capa de revista ou no ar para que milhões de telespectadores possam ver e indagar as suas próprias dúvidas.

Liberdade de expressão? Que conversa é essa para boi dormir? E nunca houve a tal liberdade de expressão, desde que foi promulgada a Constituição de 1988? Há nos jornais seções como Opiniões, Cartas do Leitor e diversos artigos de pessoas especializadas, em diversas áreas, para que elas possam, no Estado democrático, escrever suas diversas opiniões. Ora, isso sempre teve. Não precisava terminar com a obrigatoriedade do Diploma de Jornalismo.

Quantos estudantes estão frustrados em suas faculdades. Quantos formados recentemente estão revoltados com tal situação. E as perguntas que se destacam são: Não é preciso estudar? Para que as universidades? Ora, se o próprio ministro Gilmar Mendes disse que essa decisão do STF vai abrir precedentes para que outras profissões não sejam exigidas o diploma, volto a perguntar: para que fazer faculdade?

Outro ministro do STF, Ricardo Lewandowski, disse que os concursos públicos não podem mais exigir o diploma específico de jornalismo como pré-requisito para o preenchimento de cargos. Ora, meu Deus! Estão colocando areia e cimento no diploma, no ensino de um País com uma educação pouco valorizada. Uma educação cuja a melhoria está sendo aclamada pelos professores, que são culpados pela má administração pública que trouxe o caos no ensino público.

Começou com o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo, daqui a pouco serão outras profissões e por fim, os jovens que já estão tratando o ensino médio com tanto pouco caso, não vão pensar em uma faculdade.

Brasil, mostra a tua cara! Vamos defender os jornalistas e seus diplomas e um jornalismo ético e pluralista. Não vamos abrir precedentes para que a educação e a cultura sejam desqualificadas nesse país que deseja sair do terceiro mundo.

2 comentários:

  1. Olá Alexandre! com certeza o jornalismo tal como a educação que é minha área, se continuar com o descaso do nosso governo,está condenado a findar. É um absurdo abrir mão do diploma de uma profissão, que a meu ver não comporta uma pessoa desqualificada tal qual na educação. Mas um povo serm cultura é nos dias de hoje " e também era no passado" um passe direto para eleger um político corrupto, "antes dava-se uma bota para o eleitor depois da eleição dava-se o ou pé, " hoje da-se uma esmola chamada BOLSA FAMILIA,SALÁRIO FAMILIA..." Se troca qualquer coisa por um voto. Então pra que dá educação ao nosso povo. Tudo isso que se vê por ai a respeito de uma educação de Ponta é pura demagogia de nossos representantes, e que eu não votei em nenhum, e não tenho vergonha de falar.

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  2. Obrigado Edna pelo seu comentário. Grande abraço!

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