quinta-feira, 28 de abril de 2011

ESTA É A MINHA SOGRA...

Perônio estava suando frio em frente à casa de sua namorada. Iria pedir a sua mão e todo o corpo (claro) para a sua sogra. Iriam ficar noivos. O problema é que nesses dois anos, a sogra de Perônio sempre o tratou como um soldado. Sim! E ela era a general. Faça isso! Faça aquilo! Pega isso! Pega aquilo! Putz... Perônio só agüentava isso, pois a sua namorada era um amor de pessoa. Era totalmente diferente da mãe. Meu benzinho pra cá e pra lá. Fazia tudo que ele queria. Até penteava o cabelo dele. Que preguiça, Perônio...

Todos daquela cidade comentavam como a sogra de Perônio era uma mala sem alça e como a sua namorada era uma princesa. Linda e educada. Por isso, Perônio não desistiu do seu namoro. Iria casar e morar bem longe da sogra. Estava vendo a possibilidade de morar no Japão. Assim, estaria do outro lado da sogra. A única tristeza era deixar o seu pai viúvo, um amor de pessoa, sozinho. Mas era a vida...
Tomou coragem e Perônio entrou. A linda namorada o recebeu com beijos e a sogra pediu que ele arrumasse o pé do sofá. Depois, sentaram. E Perônio pediu a moça em noivado. A sogra disse um rosário de orientações. Tinha que fazer a sua filha feliz. E depois disse como foi infeliz com o seu finado marido. “Casamento não é mar de rosas”. Perônio só não desistiu de colocar o anel de noivado no dedo de sua amada, pois os olhos dela estavam eufóricos e mais lindos do que nunca. Perônio... Lembra que vai para o Japão.

No dia do casamento, Perônio com um terno novo, esperava a sua linda princesa no altar. Ela iria entrar com o tio e sua sogra, estava lá no altar, ao seu lado. Já não segurava as lágrimas, pegou um lenço de papel e limpou o nariz. Não tinha lixo na igreja. Pediu ao Perônio que guardasse no seu bolso. Ah! Não... Agora era demais! Mas já era a hora da entrada da noiva e ela apareceu linda. Virginal... Esqueceu-se do lenço sujo.

Depois que eles voltaram da lua-de-mel, a sogra adoeceu e não puderam mudar para o Japão. Compraram uma casa ao lado da casa da sogra e Perônio e a sua esposa levavam a vida. Ai... a coisa mudou... Perônio chegava em casa e a linda namorada se transformava numa aspirante a general. Faça isso! Faça aquilo! Não me toque, estou com dor de cabeça. Compre isso! Compre aquilo! A vida de Perônio virou pelo avesso e o casamento tinha transformado aquela linda princesa numa generala.

Desgostoso, e após brigar com a esposa, foi na casa da sogra, tentar uma conversa. Aquela sua filha não era normal. Quando chegou lá, ela estava no sofá vendo TV. Parecia bem melhor. Mas ela estava diferente. Nunca a viu tão animada. Quando o viu, a sogra pediu que o sentasse ao seu lado. Como assim? E ela revelou... Depois de anos o seu time do coração chegou à final de um campeonato. E o seu time de coração, era o time de coração do Perônio! Ah! Pegaram uma cervejinha e assistiram ao jogo. A cada gol, os dois se abraçavam. Quando terminou a partida e o campeão foi o time da sogra, os dois até dançaram um tango na sala. A partir daquele dia, Perônio fugia de sua esposa e tinha a sogra para acompanhá-lo nos jogos. E não era só futebol, não...  Eles tinham em comum o gosto pelo baralho, xadrez e boliche. E colecionavam as mesmas coisas... Como, por exemplo, a revista do time do coração.

O casamento acabou. Perônio não agüentava mais a princesa mimada e a sogra deu o maior apoio. Porém,  ele não queria perder a amiga que conquistara. Por insistência e um trabalho de cupido espetacular, Perônio casou a sua sogra com o seu pai. A sua madastra era a sua ex-sogra! Quando eles voltaram da lua-de-mel, Perônio deu aquilo sorriso para a ex-sogra e esta continuou sisuda e pediu ao Perônio: Carregue as minhas malas para o quarto e rápido!

P.S: Escrito em 2007 ( Só para deixar bem claro...Rs)

sábado, 16 de abril de 2011

O JOGADOR DE FUTEBOL HIPOCONDRÍACO

Rousvaldo era um brilhante jogador de futebol de sua cidade interiorana. Os outros clubes tinham inveja por não tê-lo e faziam ofertas incríveis. Chuteiras novas, conjunto de camisas sociais, sapatos, tênis, até chegar ao prêmio máximo: uma casa. Uma casa velha e abandonada. Mas era uma casa. Rousvaldo não aceitara. Era fiel ao seu clube de coração e ao Cruzeiro, time mineiro de coração.
Era chamado de “Pelé de Piranga”, pois o verdadeiro estava no auge e tinha acabado de trazer o tricampeonato ao Brasil pela Copa do Mundo. Ah! E Rousvaldo não era bonito, mas o seu sucesso e suas habilidades com a bola conquistavam as mulheres. Todas queriam ir aos bailes de sábado à noite com aquele craque.

No seu último jogo, Rousvaldo machucou-se. Foi levado ao médico e teve que parar de jogar por alguns meses para tratar a lesão. Com remédios, pomadas e faixas. Ai, ele ficou fã das farmácias da cidade. Todo dia entrava na farmácia mancando e conversava com o dono horas e horas. E saia de lá sempre com vários remédios. Era remédio para dor de barriga, dor de cabeça, do estômago...

A sua obsessão foi ficando maior, quando qualquer dor o remetia a morte. Chegou a ir a farmácia duas vezes por dia e sempre estava no hospital olhando a pressão e fazendo exames. Piranga ficou pequeno para ele e foi à Belo Horizonte. Nossa! Quantas farmácias, quantos remédios! Descobriu a vitamina C, A, B e Z. Comprou o alfabeto inteiro!

Ficou uma semana em Belo Horizonte e seu pouco dinheiro acabara. Vendeu o que não tinha por exames de última geração nos bons hospitais da capital mineira. Queria saber porque sentia tantas dores no estômago. Era uma hemorragia e achava que poderia morrer a qualquer hora. Bom, não era nada! Era excesso de remédios.

Sem dinheiro, não teve como voltar para a sua cidade e passou a mendigar na cidade grande. Estava no fundo do poço. Foi definhando. Acabou o dinheiro para comprar tantos remédios e fazer exames. Ficava horas no posto de saúde, até que foi encontrado por uma linda jovem em um terreno baldio, dormindo sobre um papelão.

Era da sua terra e esta o levou de volta para Piranga. Apaixonaram-se, casaram e ele voltou a jogar. O amor tinha lhe curado da mania de doença e de tomar remédio. E em um domingo, no clássico jogo da cidade, Rousvaldo estava mais brilhante do que nunca. Fizera três gols. No quarto gol deu um pulo igual ao do Pelé e sentiu uma dor forte no peito. Caiu. Os amigos tentaram socorrê-lo, mas foi em vão. Morreu no meio do campo. Os médicos deram o laudo: enfarto. Um jogador inconformado saiu chorando, chutou a bola e murmurou com outro colega: “Eu dizia pra ele se cuidar melhor...Ir ao médico sempre. Ô cara teimoso!”

sexta-feira, 15 de abril de 2011

NARCIALDO, O PUXA-SACO!

Narcialdo cresceu ouvindo o seu pai a falar sobre como nesta vida é necessário puxar o saco! Principalmente, no ambiente de trabalho. Bajular. Que verbo fantástico. E assim, Narcialdo cresceu. Um verdadeiro bajulador!

Na escola falava que a professora de Português era a mais linda do corpo docente da escola. Maça e flores estavam todos os dias em sua mão para entregar-lhe à professora. Não sabiam elas, que ele levava um saco cheio dessa fruta na sua mochila. Quando precisava de pontos para ser aprovado, dava um sorriso e falava sobre as dificuldades que encontrara durante o ano. Entregava uma maçã e esperava ter a compreensão da mestra.

Não que as professoras se corrompiam, mas elas realmente acreditavam no Narcialdo.

Assim, ele foi crescendo metido e astuto.  Já na faculdade, usava de palavras bonitas e de roupas alinhadas para impressionar os mestres e colegas. Quando conseguiu seu primeiro estágio, logo fez o seu cartão de visita e distribuía a todos. E, prometia, mundos e imundos. “Te levo para a minha empresa, sou assim com o chefe”. Quantas vezes ele viu o seu nome nos trabalhos escolares, sem ter escrito uma linha qualquer.

Formado e empregado em uma grande empresa, sonhava em ser o diretor da empresa. Agora, sim! Começava uma dura tarefa. Mostrar que era melhor que seu colega de trabalho, o Zé Ninguém,  e conquistar a confiança do presidente da empresa. Nunca levou maça e nem as suas roupas eram usadas para impressionar, mas a sua grande estratégia era bajular. Podia ouvir um sonoro “Não” (mesmo quando tivesse razão) e sorrir, dizendo que ele estava certíssimo.  Defendia-o nas reuniões e descaradamente ia contra os seus colegas, mesmo, quando estes estavam certos. Disse até que o seu colega Zé Ninguém errou nas operações. E um erro que fez a empresa perder clientes. Sendo que o erro era dele!

O chefe começou a ver Narcialdo com outros olhos. Começaram a almoçar juntos, jantar e até no sítio do chefe o Narcialdo estava. Já era mais um membro da família! Agora, não tinha para ninguém. Narcialdo seria o novo diretor. Não dava nem um “bom dia” mais para o seu leal concorrente e muito menos o olhava, o Zé Ninguém. Não precisava temê-lo mais.

Em uma noite, Narcialdo e o chefe conversavam em um bar e este fez uma proposta indecente ao nosso querido Narcialdo. Em troca, o cargo que ele tanto queria. O seu colega de trabalho, o tal Zé Ninguém, viu os dois entrando em um motel e assustou. Não acreditava no que vira! E no outro dia... Narcialdo era o novo diretor da empresa!

Já em sua sala, Zé Ninguém pediu para falar com ele e Narcialdo aos berros, disse ao telefone que estava muito ocupado. Zé ninguém mandou uma mensagem para o celular de Narcialdo. “ MOTEL GOOD TIME”.

Assustado, Narcialdo pediu que ele entrasse. Zé Ninguém sorriu. Agora sim estavam falando a mesma língua. Disse que tinha as fotos. Jogou.  Fotos comprometedoras dele com o chefe no carro. Na entrada do motel e nos bares. Narcialdo desesperado ofereceu-lhe dinheiro, carro, cargo, aumento... Tudo que um Zé Ninguém sonhara! Ele pegou o cheque e rasgou.

- Não sou melhor e nem pior que você, meu caro. Tenho meus defeitos. E não tenho nada haver com a sua vida. Só quero uma coisa de você, Narcialdo.

Narcialdo logo disse que hoje à noite ele estava livre...

- Quero que você me peça desculpas em frente aos meus colegas. E diz a todos que você errou quando disse aquela infame na reunião.

- Só isso?

- Para mim é o suficiente. Meu caráter é a minha vida!

Narcialdo assim fez. Disse a todos da empresa que foi um erro e que Zé Ninguém era inocente. Mas também não revelou o culpado.

No fim do dia, Narcialdo recebia o pedido de demissão de Zé Ninguém. Ele resolveu sair da empresa, mas satisfeito. Lembrou da criação que o pai lhe dera. A importância do caráter.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Emília do Sítio me mandou uma carta

Ainda tinha meus cinco anos de idade, eu pedi ao meu pai que escrevesse uma carta ao Sítio do PicaPau Amarelo e perguntasse ao Visconde de Sabugosa o porquê ele não tirava a cartola. Não é que a Emília me respondeu. Lembro até hoje... Um envelope azul aparece debaixo da minha porta, minha mãe se surpreende. Era para mim e minha irmã.

Abriu e lá estava ela... A carta da Emília. O mais engraçado que dias depois, assistindo o episódio Gato Félix, do Sítio do PicaPau Amarelo, o Visconde tem uma brilhante ideia com o Pedrinho e joga a cartola no chão. Close no Visconde sem chapéu.

Sai pela casa gritando para minha mãe: "Mãe, mãe... O Visconde tirou o chapeu!"  Aliás se alguém tiver essa cena, favor postar no YouTube para eu recordar esse momento tão feliz da minha infância.

Obrigado!

VAMOS OUVIR NOSSOS JOVENS

É inquestionável que para um futuro melhor e digno ao nosso Brasil é garantir a cultura ao povo. E, principalmente, aos jovens que estão iniciando o seu poder de participação nas decisões do nosso País. Já votam a partir dos 16 anos. E daqui a pouco terão outros benefícios que se adequem as suas idades.

O jovem é revolucionário por natureza. Ele não precisa ser “rebelde porque o mundo quis assim”, mas está sempre trazendo o novo, a esperança e olhares nada metódicos que possam ajudar muitos homens a reverem seus conceitos.

É preciso ouvir mais esses jovens com atenção e carinho e saber-lhes ensinar com amor e paciência. E a cultura é um belo caminho. Incentive-os a ler mais histórias, reportagens, artigos. Ajude-os a ter consciência de ter e de ser o diferencial nas suas opiniões. Ajude-os a entender que a mansidão e a retórica são essenciais para um bom debate, para o crescimento profissional e no amadurecimento.

Mostra a eles como o teatro é bom, onde a magia e a crítica se misturam. Ver bons filmes, bons programas de TV e ler. Ler muito. Na internet temos diversas páginas interessantes com ótimos conteúdos. Não deixemos de acreditar que os jovens só querem ler revistas “teen” e assistir Malhação.

Na TV, os conteúdos dos programas estão começando a mudar. Temos o “Altas Horas” com um conteúdo inteligente.

Creio que com boas ações, exemplos, palavras e uma boa dose de cultura, o nosso País terá jovens capazes de mudar esse pensamento mesquinho de muitos brasileiros: o de querer levar vantagem em tudo.

sábado, 9 de abril de 2011

"MACHO MAN": garantia de boas risadas




Há muito tempo eu não ria pra valer com um humorístico da Rede Globo. Lembro de boas gargalhadas com o saudoso Sai de Baixo, com as peripécias dos Normais, com Os Trapalhões e os primeiros anos da Grande Família. Mas, ontem, no primeiro episódio de "Macho Man", voltei a rir com a Globo.


Jorge Fernando, com o personagem título, estava excelente. Um gay carismático que se descobre "ex-gay". Com caras e bocas na medida certa e o tom certo para a comédia. Marisa Orth não ficou atrás. Apesar de lembrar um pouco a personagem de Toma Lá, Dá Cá, ela segurou bem a parceria com Jorge Fernando e completou esse time, que junto com os autores Alexandre Machado e Fernanda Young (Os Normais), poderão fazer o "Macho Man", o programa humorístico do ano.  


O Programa


Com características visíveis do  Os Normais, a série conta a história de um ex-gay. Depois de levar uma "sapatada" na cabeça, o personagem de Jorge Fernando começa a se interessar por mulheres. Ele entra em desespero e pede ajuda à personagem de Marisa Orth, que é uma ex-gorda, e está preocupada em ajudar o amigo e arranjar o seu príncipe encantado. Em uma das engraçadas cenas do primeiro episódio, a personagem de Marisa Orth tenta mudar o estilo do ex-gay com uma calça "para homem". E ele solta a pérola: "Calça caqui? Eu virei hetero, nao virei cafona!" 


Com certeza, se manter a mesma linha do primeiro episódio, o programa poderá nos fazer rir nas noites de sexta-feira e iniciarmos o nosso final de semana com mais leveza. 

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Caminhar contra o vento: mescla a inocência e os desafios da juventude


O jornalista e escritor Alexandre Lana Lins aceitou fazer essa rápida entrevista pelo Skype. A tecnologia nos ajudando.  Li o livro “Caminhar Contra o Vento” e queria bater um papo com o seu criador. Li a história em um dia e me envolvi com cada personagem e seus dramas. Apesar de parecer um romance leve, a história nos leva para uma abordagem cada vez mais tensa, que é notícia no nosso dia-dia. Enfim, como o próprio autor define, “Caminhar Contra o Vento” , pode ser o estímulo à leitura para muitos jovens.

Confira a entrevista!

Paula Adriane
Estudante de Jornalismo.


1)      Como surgiu o “Caminhar Contra o Vento?”

Desde pequeno escrevo, sempre gostei de escrever.  Aos 16 anos, queria colocar no papel um pouco do que eu vivi e senti no início da minha adolescência. Então, escrevi o Caminhar. Já com 31 anos, resolvi reescrevê-lo pimentando a história com um romance policial.  Além desse tema, acrescentei a história do Reginaldo com o Transtorno do Pânico e do universo gay. Os preconceitos e como os jovens, hoje, vivem com seus amigos gays. Acho que Caminhar foi uma mistura dos anos 90, com os anos 2010. E com pitadas dos anos 80. O livro é um grande universo, com várias histórias e várias discussões. Poderia ter rendido dois ou três livros, se a narrativa fosse mais aprofundada.

2)      Por isso a narrativa corrida?

Tenho pressa para escrever. As ideias veem e as coloco rápido no papel. Na hora de revisar, mudo pouca coisa. Não quero atrapalhar e interferir no que a minha imaginação me preparou.  Caminhar é uma leitura fácil e rápida. É lido em uma sentada, claro, se o leitor gostar da história.  Não espero que Caminhar seja o livro marcante da vida dos jovens, mas que seja a iniciativa para outras leituras.

3)      O que realmente mudou no Caminhar dos seus 16 anos e dos seus 31 anos?

A maneira de ver o mundo, lógico. Estou mais velho e minha escrita amadureceu um pouco. A história ficou mais dramática, mas não perdeu a suavidade de um olhar adolescente. Além disso, me propus a discutir temas profundos, sem perder a essência da história original. O Caminhar dos meus 16 anos está nitidamente exposto, ao contrário do Caminhar que surgiu agora, que ainda está muito tímido.

4)      Como assim?

Temas como a homossexualidade e Transtorno do Pânico foram discutidos levemente.  Foram complementos de uma narrativa em torno dos jovens e suas descobertas.  Não foram os temas principais do livro, mas também não foram meramente jogadas.  No entanto, a inocência da narrativa de 1993 sobressaiu.

5)      Por que você seguiu esse caminho?

Não queria que o Caminhar se tornasse um livro denso. Tanto que o humor está a todo o momento presente.  Temos o gay estereotipado com a interpretação do André, mas temos o gay sensível, romântico, amigo. Aquele que a turma descobre no decorrer da trama. No livro tem essa linha tênue, entre o exagero, a comicidade e o real. Se é que dá para trabalhar com o “real” num livro de ficção.

6)      Mas parece que a história de Reginaldo, com o Transtorno do Pânico, fugiu a essa regra...
Não tinha como falar do Transtorno do Pânico com humor. Reginaldo é um personagem sofrido.  O personagem gay, não... Ele aceitou bem a sua homossexualidade e queria ser feliz. Reginaldo não era feliz. Tinha pânico. Ele queria descobrir o porquê de seu transtorno, ao mesmo tempo, em que se apaixonava verdadeiramente pela primeira vez. 
7)      E a história policial? De onde veio?

Veio da primeira versão, em 1993, mas foi aprofundada com notícias do nosso dia-a-dia. A prostituição, as drogas estão nos jornais todo dia, infelizmente. Queria contar essa história, mas sem pesar na mão. Deu agilidade ao livro, apesar de ter ouvido que a história em si não precisava disso. Mas, no final, o próprio “romance” entendeu que era necessária essa abordagem para chegarmos a um desfecho.  Ela não ofusca outras tramas do livro. Apenas complementa.

8)      E o próximo livro?

Um romance juvenil para adulto. Narrativa mais tranqüila, apesar das ideias correrem no papel. Uma bela saga, que mistura o Brasil dos anos 50, 60 com a minha infância no interior nos anos 80. Estou escrevendo desde 2008. Quero terminar esse ano.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Rebecca Black: a "sensação" da Internet no momento

73678738 ... Sim! 73 milhões, 678 mil e 738 pessoas já viram o clip dessa jovem chamada e, já conhecida virtualmente, Rebecca Black. Na revista Época desta semana, a jovem foi matéria e destacou-se a produção do vídeo e a voz  pouco audível. Em diversos comentários no Youtube, um destaca-se: " Nós não temos te odiamos porque você é famosa. Você é famosa, porque nós te odiamos". Tadinha...
A Música? Chama: Friday e conta os momentos tediosos de uma pré-adolescente da cama ao ponto de ônibus.
Pois é... Aguenta aí!