quarta-feira, 25 de abril de 2012

Uma bela poesia...


Canção do Exílio
(Gonçalves Dias)



Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.


Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Introspecção

Por que eu estou aqui? Lendo este escrito? Eu não quero ser poeta. Eu não quero ser injusto. Eu não quero representar. Silêncio! Vocês que ai estão, olhem aos seus redores... Vejam quantas pessoas unidas por um objetivo. A vida. Vocês ouvem a minha voz.... Mas esquecem da arte do viver.

 Agora, silêncio.... Ouçam lá fora o clamor de socorro, sintam o frio nos olhares lacrimejados de esperanças sintam a fome na comunhão escassa E olhem para estas pessoas. Elas se despendem de nós... a cada instante, da vida. Escutem.... Meu Deus! Quero um agasalho. Escutaram? Não?! Então escutem o seu interior. Fecham os olhos, imaginem um lugar lindo e vejam as pessoas felizes. O seu interior não é utópico, é real. É só sentir a minha mão.

Somos um só. Sintam o meu abraço. O meu coração. Estou vivo. E posso te abraçar e dizer que te amo. É maravilhoso, viver. Mas ouço.... Meu deus! Quantas pessoas chorando, querendo este abraço. Vamos, vamos. Rápidos.. Todos levantem as mãos, por favor, levantem as mãos. Transmitimos a paz e o aconchego de que elas precisam. É o início. Vamos aplaudir essa energia que nos conduz agora. Aplausos. E que a esperança nos conduza à solidariedade humana.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Hoje me deu saudade...

Hoje me deu saudade do meu rosto com espinhas, bigode fino, voz grossa ora fina, turminha da praça ( não era virtual), bicicleta no vento, cheiro de pão à tarde, Escolinha do Professor Raimundo nos fins da tarde, Repolho me abraçando, ler um livro da série Vaga-Lume, escrever um romance, sonhar ouvindo uma música, esperar pelas férias de julho.

Saudade do cheiro de café torrado de Piranga, de brincar no quintal, subir na árvore, ver a Lua e as estrelas. De comprar um doce na venda da esquina, trocar figurinha do Ping e Pong, cantar inglês sem vergonha de errar a letra e a pronúncia, de deitar na rede e descobrir mil pulos na piscina. Dormir cansado e esperando para fazer tudo de novo no outro dia...

Saudade boa dimais, sô!!!