terça-feira, 28 de agosto de 2012

Quero o direito de me sentir triste

Quero ter o direito de me sentir triste e quero vivenciar isso. Quando eu era criança, adolescente tinha dias que eu estava completamente triste. Nesses dias, ficava pensativo, tentando entender onde eu errei, onde eu acertei e onde eu deveria mudar. Ora, para ficar pensativo, querer me entender, eu tinha que está “pra baixo”, triste... Não, não era depressão. Aliás, tudo hoje é depressão...

Quero ter o direito de me sentir triste para resgatar a alegria, o otimismo e a vontade de viver e vencer. A primavera só chega depois de um inverno e o verão só nos aquece depois das flores desabrocharem na primavera. Quero ter o direito de me sentir triste para recusar tomar anti-depressivos, remédios naturais para isso ou para aquilo, vitaminas... Quero trabalhar a minha tristeza e pronto! Sem muitos milagres e falsas promessas.

Quero ter o direito de me sentir triste para amanhã eu acordar feliz e vivenciar cada minuto da minha vida. Sentir que é natural os dois estados de sentimento e que precisamos entendê-los, pois são eternamente passageiros...

Não quero fingir felicidade nas Redes Sociais, no trabalho e no dia-a-dia, quando estou em um momento em que a tristeza é primordial para me restabelecer, me convidar para uma mudança prática. Pensar nos velhos e novos valores, repensar na ética esquecida e na verdadeira inocência e coerência de uma criança.

Enfim, quero ter o direito de me sentir triste sem nenhuma demagogia e, muito menos, para ter olhos contemplativos e penosos para comigo. Quero à noite refugiar em minha cama, nas minhas palavras e nas minhas ideias para reconstruir cada amanhecer. Só assim, saberei quem eu sou e qual a minha verdadeira missão como homem, filho de Deus.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Resiliência: a chave para o sucesso


Essa qualidade, que faz de nós profissionais mais criativos e hábeis para solucionar problemas, é apontada como a principal competência para enfrentar os desafios do século XXI

A palavra tem sonoridade estranha e significado pouco conhecido, mas pode fazer a diferença na sua carreira. Já o conceito é emprestado da física: é a capacidade que alguns materiais têm de retornarem ao estado normal depois de submetidos à tensão máxima.
No ambiente profissional, podemos definir resiliência como a capacidade de resistir às adversidades e reagir diante uma nova situação em momentos de pressão ou difíceis, e é uma qualidade essencial para enfrentar os desafios desta primeira metade do século XXI.
Uma pesquisa realizada pela Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV) mostrou que o nível de resiliência de um profissional é determinado por nove fatores: autoeficácia, solução de problemas, temperança, empatia, proatividade, competência social, tenacidade, otimismo e flexibilidade mental. Cada um deles contribui de maneira diferente no enfrentamento de problemas e tomada de decisões.
A boa notícia é que a resiliência pode ser desenvolvida, principalmente em situações que testam os limites do profissional. Conheça os nove fatores da escala da FGV de resiliência e como adquirir cada uma.

1 – Autoeficácia

É a capacidade que o indivíduo tem de organizar e executar as tarefas para produzir os resultados desejados. Para desenvolvê-la é necessário tomar consciência do conceito que faz de si mesmo e identificar o padrão habitual de atitudes. A psicoterapia e a realização de projetos de forma sistêmica podem ajuda-lo a perceber melhor as situações.

2 – Competência social

É a capacidade de buscar apoio externo em momentos de estresse. Os treinamentos de desenvolvimento de liderança, comportamento ético e melhoria de relações contribuem para o aprimoramento da competência.

3 – Empatia

É a habilidade de colocar-se no lugar do outro, essencial tanto na competência social quanto na solução de problemas. Para desenvolver o aspecto, ao ler um livro ou assistir a um filme, observe a psicologia e tente se imaginar no lugar dos personagens.

4 – Flexibilidade

É a capacidade de pensar opções e agir e, se não der certo, escolher outra opção e persistir. Atividades que desenvolvem a flexibilidade do corpo, como ioga ou dança de salão, também contribuem para a flexibilidade da mente. Cursos que permitem “pensar fora da caixa” e estimulam a criatividade também são recomendados.

5 – Tenacidade

Trata-se da capacidade de aguentar situações difíceis e incômodas e não desistir facilmente. A prática de esportes aprimora a disciplina e expõe os limites do corpo, contribuindo para o desenvolvimento da qualidade.

6 – Solução de problemas

É a atitude de diagnosticar a questão, planejar possíveis soluções e agir, sem perder o controle das emoções. Jogos de estratégia ajudam a desenvolver esse fator, mas a melhor escola é mesmo a dedicação diária para colocar projetos pessoais e profissionais de pé.

7 – Proatividade

Refere-se à propensão a tomar iniciativas em busca de soluções novas. A orientação de profissionais mais experientes pode ensinar como agir e dar respostas certas.

8 – Temperança

Significa administrar a impulsividade e a raiva, controlando as emoções e mantendo a serenidade em momentos difíceis. Diante da situação, medidas paliativas como ouvir uma música ou sair para beber uma água são válidas. Para desenvolver a qualidade, exercícios físicos, meditação e psicoterapia.

9 – Otimismo

É ter uma atitude positiva da vida. Na resiliência, é o resultado da união da competência social, da proatividade e da autoeficácia.
Fonte: Exame

Emoções, Paixões, Certo e Errado




.           O que realmente será o certo ou errado ou a emoção certa e em quais circunstâncias ocorrem, como já observava Aristóteles, há mais de dois mil anos? Muitos dirão que não existe o certo ou errado, pois que tais conceitos são relativos. Sim, mas como em diversos campos da atividade humana, esta simples conclusão generalizada não impede tais definições ainda que relativamente.

“Quando as emoções são abafadas demais, criam o embotamento e a distância; quando descontroladas, extremas e persistentes demais, tornam-se patológicas, como na depressão paralisante, na ansiedade esmagadora, na raiva demente e na agitação maníaca.” (Daniel Goleman, Inteligência Emocional “(orig.sem negritos).”).

Se temos a consciência de que, com todos os obstáculos e sofrimentos, a vida pode  proporcionar a plenitude da realização humana, de forma saudável, prazerosa e a própria felicidade, então vale defende-la e preserva-la com ardor, para ser vivenciada intensamente e com o equilíbrio necessário. Assim, tudo que nos proporciona tal modo de viver e, ao mesmo tempo, preserve a nossa integridade física, psicológica e emocional, constiruirá um modo adequado e necessário de agir, de viver, o certo, para a finalidade que desejamos. O contrário, logicamente, em regra geral, com as consequências negativas e prejudiciais que poderá causar, será o errado. Parece-me que esta realidade é a que o mínimo de cultura, de bom senso e de inteligência desenvolvida nos leva a concluir, compreender, desejar e praticar.  Por Ronald Lins Peixoto.