quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Entendendo o sucesso de “Avenida Brasil”




A novela Avenida Brasil, da Rede Globo, sem dúvida é um sucesso nas Redes Sociais. Muito comentada no Twiiter no seu horário de exibição e constantemente citada no Facebook, com montagens e brincadeiras. Até a publicidade convencional se curvou ao sucesso da trama, citando a história para que as pessoas possam usar mais o metrô para chegar mais rápido em casa e, assim, assistir à novela. Isso em São Paulo.

O CD internacional está na lista dos mais vendidos e personagens como Carminha, Nina, Tufão e Cia, estão no linguajar cotidiano. Sem dúvida, há muito tempo não se via tanta repercussão em uma novela das nove. A audiência, com certeza, vai bem. Mas não é um estrondo. Raros capítulos chegam a ultrapassar os 40 pontos. A antecessora, Fina Estampa, ultrapassava com mais folga esse número.

Mas eu ainda estou querendo entender o sucesso de Avenida Brasil. Sem dúvida é uma linguagem nova, que o autor João Emanuel Carneiro trouxe, e se assemelha um pouco aos bons seriados americanos. A dose de suspense e mistério está bem representada pelas atrizes Adriana Esteves e Débora Falabella. O núcleo cômico é às vezes cômico, mas está na novela para amenizar a tensão dos capítulos. Situação que faltou em A Favorita, do mesmo autor, que inovou no horário ao trazer a vilã/psicopata Flora (Patrícia Pillar).

Sempre escuto críticas a favor e contra. E uma delas que incomoda muita gente é o excesso de maldade, violência e gritaria. Bom: maldade é um dos pilares de uma história, mas se chega a incomodar alguns é porque talvez haja um exagero. Outra crítica é interessante: fala-se que o núcleo do Divino fala muito alto. E isso é verdade. Às vezes abaixo o volume da TV ou coloco no mudo, quando os personagens começam a falar juntos e gritando. Mas, também, não deixa de serem engraçadas algumas cenas. Acho que depende do seu humor no dia...

Há muito tempo que as novelas da Globo sofrem com a pouco inovação na história e são os bons e consagrados atores que seguram essas tramas nas costas. Apesar de Avenida Brasil ter inaugurado uma nova estrutura de telenovela, o tema vingança não é uma novidade. E essa “picuinha” entre as protagonistas já está se esgotando e cansado. Se Avenida Brasil fosse uma minissérie, com certeza a história seria bem ágil e mais atraente.

Enfim, a novela da Nina e da Carminha é um sucesso. Há boas cenas para serem lembradas e comentadas pelos fãs de folhetim. Mas, definitivamente, ainda está longe do patamar das saudosas histórias dos anos 70 e 80. E cito, só para exemplo, as que usufruíam a crítica social: Roque Santeiro, Vale Tudo e Que Rei Sou Eu? E as novelas que nos brindavam com um universo mais lúdico: Tieta, Renascer e Saramandaia.

Enfim, agora é acompanhar o desfecho do embate Carminha X Nina enquanto zapeamos outros programas na TV a cabo. Ou lemos um bom livro.  

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