segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Agora sou Pai...



Lembro-me de um comercial no qual o locutor, entre diversas imagens de um bebê modelo, dizia que “como uma pessoa careca, sem dentes e que iria roubar a sua esposa” poderia lhe despertar tanto amor? Achei extremamente exagerado e não me comovia nem um pouquinho... Porém, alguns anos depois, o meu ponto de vista mudou radicalmente... Sim! Um bebezinho pode sim despertar um amor incondicional e, ainda, podia roubar suas noites de sono, sua esposa, mudar seu estilo de vida, que a ternura com esse ser tão pequeno continuaria imenso.

Claro que esse processo é lento e deu início no dia que a minha esposa me deu a notícia. Abri uma caixinha de presente e dentro dele um sapatinho e um cartão... Devo ter ficado mais branco do que sou (desapareci, na verdade) e diversos sentimentos passaram em minha mente. Depois, o crescimento do bebê no ventre de minha esposa... Orgulho de ouvir o médico dizer que estava crescendo bem, com saúde nota dez... Depois, a emoção de saber que seria pai de uma menina... Uma menina! Que vontade de gritar aos quatro cantos. (Daqui 15 anos, vou repensar nisso...).

Os primeiros chutes... Que vontade de tê-la nos meus braços. À noite cantava para uma barriga e me achava esquisito... Epa! A Mariana estava lá dentro me ouvindo... E ela correspondia, com chutes e sorrisos. Sim, tinha certeza que ela sorria. À medida que ela crescia, o meu coração acompanhava... Imaginava como ela seria... Como seria o seu sorriso, o seu olhar, o seu choro, as suas mãozinhas.

Mesmo com a data marcada, Mariana resolveu se adiantar. De madrugada, com as pistas livres e exclusivas para ela, fomos para o hospital. Lá não tinha ninguém... Sim, Mariana, eu mandei fechar a maternidade para você... E ela veio... 6 da manhã, o meu despertador do celular tocava aquela música: “ You are so beautiful” (havia esquecido de desligar) e eu segurando a mão da Carla víamos a linda menina nascer...

Ah... Se na vida existe um momento mágico, com certeza, é esse o momento. Vê-la, ouvi-la, senti-la não tem nada igual... Depois a primeira troca de olhares, éramos dois namorados... Lágrimas vieram à tona, como não emocionar com aquele momento. O meu choro veio mesmo, quando sozinho em casa, passou um filme na minha cabeça. Mariana estava bem, com saúde, e com a certeza que eu e Carla fossemos parceiros nessa caminhada. Não tem como não assustar com tanta responsabilidade, mas o amor é mais alto e sublime. Sentimos corajosos, super-heróis... Sim! Salvarei você, Mariana, de todo mal... Mesmo que seja somente nas brincadeiras.

Mariana... Obrigado por ser minha filha! Agora sou Pai. Serei seu Pai. Vou errar muitas vezes, mas por tentar acertar. Serei injusto algumas vezes, mas por tentar ser justo. Serei “papai, deixa de ser mal”, mas por querer seu bem. Serei seu pai, que acima de tudo, cuidará de você até mesmo nas orações, quando o seu mundo for maior que os meus abraços. Te amo!

terça-feira, 23 de abril de 2013

Eu não sou noveleiro



Sim... Eu não sou noveleiro. Talvez os que me conheçam intimamente vão rir dessa afirmativa  Mas, de fato, não sou noveleiro. Veja bem... Conheço pessoas excessivamente noveleiras, essas criaturas conseguem e gostam de assistir todas as novelas que passam na TV. Desde as novelas mexicanizadas do SBT até as antigas do canal Viva. E quando não podem assistir, gravam todas e fazem coleções... Gravam e editam. Nada contra, até porque, já gravei muitos finais de novela.

Bom já esclareci que eu não sou noveleiro, mas assisto novelas... O que eu sou? Sou apreciador de boas histórias. Hoje gravo duas novelas para assistir quando eu posso, e mesmo assim, vou pulando as cenas que enchem uma boa linguiça de churrasco. Sim, eu gosto de uma boa história. Assisto as reprises Renascer e Rainha da Sucata, no canal Viva.

Renascer, de Benedito Ruy Barbosa, me leva ao encontro do lirismo do interior da Bahia, das histórias e "causos" que o povo conta... Me leva até o cacau, o amor sem fronteiras de José Inocêncio até a sua santinha. Me embala com as belas canções. Me recorda Piranga, cidade de muitos causos que, em comum com a novela, teve seus coronéis e o bumba-meu-boi. Como não gostar da história que emociona, que nos envolve?

Rainha da Sucata, de Sílvio de Abreu, me leva à comédia (o pastelão), ao mistério e as boas atuações dos veteranos atores da década de 80 e 90. Mas fica por ai... É uma, que logo, logo, deixarei de acompanhar assiduamente.

E, sem querer, ser um chato intelectual... as boas histórias que eu gosto de acompanhar estão também nos livros, nas revistas, nos noticiários, nos programas de auditório, programas de entrevistas, no rádio, nos filmes, nas poesias, nos debates políticos, na conversa da esquina e nos contos da internet... Enfim, todo lugar, toda situação tem uma história... E quando me emociona e me desperta a curiosidade, acompanho assiduamente. Acompanho até a próxima boa história.





quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Oração do Pai-Nosso


Ao queimar um incenso, reparei como a fumaça que saia dele fazia um belo balé ao som da Ave-Maria que eu ouvia. Resolvi compartilhar com vocês.

Um grande abraço!



quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Os dias "zero"

Estou convencido que depois da virada do ano, deveriam ter dois dias fora do calendário. Os dias "zero". Nesses dias todos deveriam ficar em casa, meditando, rezando, lendo bons livros, conversando com a família, ouvindo aquele CD que você não tirou do armário durante o ano todo.

 Nos dias "zero", nenhum estabelecimento comercial abriria, as emissoras de TV e Rádio estariam fora do ar, a Internet desligada e nenhum carro no trânsito. Todos na garagem. Transporte público? Pra quê? Nesses dias estaríamos completamente desligados. Durante esses dias, a oração seria a principal conselheira, o único som que teria lá fora seria o canto dos pássaros, o chamado das cigarras e os latidos e miados apaixonados. Dentro de nossas casas, compartilharíamos um parágrafo de um livro, os planos para o ano que estava nascendo, uma crítica das nossas ações do ano que passou e colocaríamos no papel as promessas para os próximos 365 dias.

 Dançaríamos aquela música prometida, um cochilo após o almoço, beijos aos amados e cócegas no filho querido. Seria proibido conversar sobre problemas, mas as soluções apareceriam no silêncio do dia. A conversa teria um limite de decibéis, o carinho estava liberado e o sonho uma obrigação.

 Depois que o sol surgisse pela terceira vez, após a virada do ano, o ano-novo começaria e com ele estaríamos mais confiantes, fortes, leves e prontos para viver os próximos dias. Afinal, durante os dias "zero", fomos preenchidos com o amor sincero, a autocrítica necessária e a paz esquecida.

 Feliz dias zero!