sábado, 16 de janeiro de 2016

A Lira dos 30 anos

*escrito em 2006

Amigo eu vou contar pra ocês
A minha vida nus primeiros 30 anos de vida...
Oia que já fiz muita coisa danada
Para apresentar pra ocês...

Amigo,
Já fui bebê, criança e adolescente,
Cantava e conversa com as planta,
Era um Visconde que tremia os dente
Quando uma planta me contava suas aventura.

Sempre inventava uma história,
Meus irmãos entravam nela,
Viajávamos no túnel do tempo e sorria,
Por mode de sabermos o início de nossa vivência.

Tinha meus amores platônicos,
Que nas minhas mãos não chegava,
Mas meu coração tinha um danado de um tônico,
Pra amar umas outras meninas que por mim amava.

Eu e meus irmãos fazía o povo rir,
Com um teatrinho trapalhão,
Que nossos familiares ia assistir,
E ainda achar bonitinho o Naldinho com o seu naringão.

Depois fui fazer jornalzinho,
Pretensão muita de se tornar a voz do bairro,
Com o jornal quente nas mãos vendíamos no friozinho,
Das tardes de sábado a bordo de um carro.

Já fui ator, cantor e apresentador,
Fui menino, vovô, mordomo e morcego,
Nos palcos da minha vida era tentador,
Ser várias vidas e ser ovacionado, que bom dimais para o meu ego.

Hoje sou jornalista, sim senhor,
Na batalha de ser ético,
Rezei várias vezes para o nosso senhor,
Para me arranjar um trabaio que não me sinta patético.

Já tive morenas, loiras, ruivas e negras,
Com nenhuma deles pensei em casar,
Deus do Céu me livra do casamento e suas regras,
Mas sei que um dia uma delas vai me pescar.

Tenho trinta anos,
Posso viver mais trinta,
E morrer aos sessenta,
Mas três vez mais engano a morte e passo dos noventa!

Esse são os meus primeiro trinta anos,
Com ajuda de Jesus Cristo, nosso senhor
Só peço pra me salvar aos quarenta anos,
Quando o médico vier com o seu indicador.

Eita, vidão sô!

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