A Playboy que minha mulher vai dar

18/10/2009 (508 acessos)
 

Sim... No sentido “Dar de presente”. Meu nome é Pênisbelto e tinha uma coleção de Playboy na minha casa. Sim... Desde os 15 anos comprava as revistas na clandestinidade na banca da esquina e ia para o meu quarto me deliciar com as beldades da revista. Fazia isso depois que todos dormiam para não ser flagrado no cinco contra um. Aos 18 anos assumi a todos o meu vício e assinei a revista. E não só a revista brasileira, mas a revista americana. Queria mulheres de todos os tipos no meu quarto.
O meu primeiro e único namoro foi complicado. A menina era virgem e só queria transar depois do casamento. Eu e meu “Pênisbeltinho” ficávamos doidos. Eu voltava para casa e tinha que me saciar com as diversas revistas que eu tinha. Teve uma noite que homenagiei Carla Perez, a Tiazinha e a Sheila Carvalho. Era nesta sequência. Sempre!
Mas eu estava apaixonado e iria casar com a minha namorada. Sorte minha que tinha as revistas e sorte dela que não sabia de nada. As revistas ficavam guardadinhas no meu guarda-roupa e todo mês adquiria uma nova. Comecei a procurar a revista até na internet... Meu Deus do Céu... Que diversão!
Cinco anos depois, marcamos o casamento e senti que estava viciado na Playboy. Abri o jogo para a minha noiva e ela foi compreensiva. Orientou-me a procurar um grupo de ajuda e fui. Depois de ouvir pessoas com problemas semelhantes, como vícios em comprar pênis e vagina no Sex Shop, eu relatei o meu vício em comprar a Playboy. No final todos choravam, era emocionante. Todos choravam, pois éramos obrigados a queimar as revistas e os pênis e as vaginas de borracha no fim da reunião.
Mas fiquei curado. Casei e eu e minha esposa somos muito felizes. Já vamos completar três anos de casamento. E nunca mais precisei de nenhuma revista, afinal minha esposa é uma danadinha. Na noite da lua-de-mel a menina já sabia o Kama Sutra inteiro. Bom, eis que me deparo com a edição da Playboy americana do mês de novembro deste ano. Fiquei extasiado, todo exitado. Queria a revista de qualquer jeito, ou subiria pelas paredes se não a tivesse. Mas minha esposa foi compreensiva mais uma vez e me deu de presente a edição muito especial.
Ela deitou-se e logo caiu em um sono tranquilo e eu, ao lado com o abajur ligado, apreciava a revista. Como era sensual a Marge Simpson. Como o Homer era um cara de sorte. Depois daquela noite, eu tinha uma única revista no meu guarda-roupa. A edição de Marge Simpson. Nunca mais quis outra revista. E o engraçado que minha esposa nunca teve ciúme... Para compensar essa bondade da minha mulher, mandei uma carta para a revista gay americana e pedi ao editor que publicasse fotos nús do Homer Simpson. Acho que ela vai adorar a supresa.
Abraços,
Pênisbelto.

Alexandre Lana Lins
Jornalista e escritor

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